terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A LUA QUE EU TE DEI...


Em 4 de fevereiro de 2001, eu estava trabalhando, quando, por acaso, entrei na página do UOL e li a notícia do acidente de Hebert Vianna... comecei a chorar como se eu fosse uma amiga íntima dele, quando a gente é fã de alguém, de certa forma nos tornamos íntimos da pessoa, acho isso bom, é amor incondicional, não conhecemos face a face, mas amamos nossos ídolos...ou pessoas que admiramos. Foi um dia muito difícil aquele...ninguém sabia se ele iria sair com vida daqueles dias...ai chorei...quase todos os dias, até saber que ele estava fora de perigo...e agradeci como se estivesse agradecendo pela minha própria vida...nunca vi um show ao vivo, adoraria...hoje, quando ouço "Os paralamas" sinto uma felicidade imensa de Herbert estar bem. Vindo do trabalho ouvi a música, "A lua que eu te dei"...e como aqui sou (Meia lua, lembrei de como amar é perfeito...sem pedir nada em troca...então o post sobre ele se fez aqui.

Herbert nasceu em João Pessoa, mas devido à vida militar de seu pai, mudou-se ainda criança para Brasília, onde conheceu Bi Ribeiro. Ao se mudarem para o Rio fundaram os Paralamas (mas alguns consideram os Paralamas parte da "turma de Brasília", como Capital Inicial e Legião Urbana) com o amigo Vital Dias na bateria.

Após substituírem Vital por João Barone, Herbert compôs a música "Vital e Sua Moto", em homenagem ao amigo, a qual se tornou o primeiro sucesso dos Paralamas e que renderia o contrato com a EMI.

Depois de 10 anos de sucesso da banda, Herbert gravou o disco-solo Ê Batumarê (1992). Mais dois seriam gravados, Santorini Blues (1997) e O Som do Sim (2000), cheio de participações como Cássia Eller, Nana Caymmi, Sandra de Sá e Marcos Valle.

Herbert namorou por anos Paula Toller, do Kid Abelha, e posteriormente casou com a inglesa Lucy Needham, com quem teve os filhos Luca, Hope e Phoebe.

Herbert desde cedo gostou de pilotar helicópteros e ultraleves. Em 2001, Herbert passou pelo momento mais crítico de sua vida. No dia 4 de fevereiro, sofreu um acidente aéreo em Mangaratiba, RJ, quando o ultraleve que pilotava caiu no mar, na baía de Angra dos Reis. No acidente, Lucy morreu e Herbert ficou internado durante 44 dias, parte deles em estado de coma. O músico ficou paraplégico e perdeu parte da memória depois do acidente, porém, em um processo de recuperação gradual, retomou sua carreira, voltando aos palcos, e já tendo gravado três álbuns após o acidente: Longo Caminho (2002, preparado antes do acidente), Uns Dias ao Vivo (2004, ao vivo) e Hoje (2005, primeiro de inéditas).

A Lua Que Eu Te Dei
Herbert Vianna
Cantada por Ivete Sangalo

Posso te falar do sonho
Das flores
De como a cidade mudou

Posso te falar do medo
Do meu desejo
Do meu amor

Posso falar da tarde que cai
E aos poucos deixar ver
No céu, a lua
Que um dia eu te dei

Gosto de fechar os olhos
Fugir do medo
De me perder
Posso até perder a hora
Mas sei que já passou das seis

Sei que não há no mundo
Quem possa dizer
Que não é tua
A lua que te eu dei

Pra brilhar por onde você for
Durma bem
Me queira bem meu amor

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Moulin rouge - Amor em vermelho

Como eu já havia dito em posts anteriores, quando gosto de algo acabo repetindo a dose...uma...duas...três vezes...e hoje, passou pela milésima vez, “Moulin Rouge”. Como gostei tanto deste filme, é lógico que eu não poderia deixar de assistir. É um filme apaixonante! Perfeito! Junta em um único filme música da melhor qualidade, romance, drama e comédia. Nicole Kidman e Ewan McGregor dão um show a parte. Merece um post aqui!

Moulin rouge - Amor em vermelho, é um filme australiano e estadunidense de 2001, do gênero romance musical, dirigido por Baz Luhrmann.

Sinopse
A história se passa em 1900 e gira em torno de um jovem poeta, Christian, que desafia a autoridade do pai ao se mudar para Montmartre, em Paris, considerado um lugar amoral, boêmio e onde todos são viciados em absinto. Lá, ele é acolhido por Toulouse-Lautrec e seus amigos, cujas vidas são centradas em Moulin Rouge, um salão de dança, um clube noturno e um bordel (mas cheio de glamour) de sexo, drogas, eletricidade e - o que é ainda mais chocante - de cancan. É então que Christian se apaixona pela mais bela cortesã do Moulin Rouge, Satine.

Your Song
Elton John

It's a little bit funny, this feeling inside
I'm not one of those, who can easily hide
I don't have much money, but boy if I did
I'd buy a big house where we both could live.

If I was a sculptor, but then again no,
Or a man who makes potions in a travelling show
I know it's not much, but it's the best I can do
My gift is my song and this one's for you.

And you can tell everybody, this is your song
It may be quite simple but now that it's done,
I hope you don't mind, I hope you don't mind
That I put down in words
How wonderful life is while you're in the world.

I sat on the roof and kicked off the moss
Well a few of the verses, well they've got me quite cross
But the sun's been quite kind while I wrote this song,
It's for people like you, that keep it turned on.

So excuse me forgetting, but these things I do
You see I've forgotten, if they're green or they're blue
Anyway, the thing is, what I really mean
Yours are the sweetest eyes I've ever seen.

And you can tell everybody, this is your song
It may be quite simple but now that it's done,
I hope you don't mind, I hope you don't mind
That I put down in words
How wonderful life is while you're in the world.


Sua canção
(tradução)

É um tanto engraçado, este sentimento aqui dentro
Eu não sou um daqueles, que conseguem facilmente esconder
Eu não tenho muito dinheiro, mas se eu por acaso tivesse
Eu compraria uma grande casa onde poderíamos morar.

Se eu fosse um escultor, mas também não sou,
Ou um mago que pudesse fazer poções
Eu sei que isso não é muito, mas é o melhor que posso fazer
Meu presente é minha música é esta é pra você.

E você pode dizer para todos que esta é a sua canção
Ela pode ser bem simples mas agora está feita,
Espero que você não se importe, espero que não se importe
Que eu exprima em palavras
Quão maravilhosa é a vida, enquanto você está em meu mundo.

Eu me sento no telhado, limpo os velhos pensamentos
Alguns destes versos, deixam-me muito nervoso
Mas o sol tem sido agradável, enquanto escrevo esta canção
É por pessoas como você que continuo a fazê-la.

Então perdoe meu esquecimento pois faço destas coisas
Não lembro se eles são verdes ou azuis
De qualquer forma, o que realmente importa
É que são seus os olhos mais doces que eu já vi.

A trilha sonora (Moulin rouge) é maravilhosa:

* 1. Nature Boy
* 2. Lady Marmalade
* 3. Because We Can
* 4. Sparkling Diamonds
* 5. Rhythm of the Night
* 6. Your Song
* 7. Children of the Revolution
* 8. One Day I'll Fly Away
* 9. Diamonds Dogs
* 10. Elephant Love Medley
* 11. Come What May
* 12. El tango de Roxanne
* 13. Complainte de la butte
* 14. Hindi Sad Diamonds
* 15. Nature Boy
* 16. Your Song (instrumental)
* 17. Sparkling Diamonds (original film version)
* 18. One Day I`ll Fly Away (Tony Phillips Remix)
* 19. The Pitch (Spectacular Spectacular) (original film version)
* 20. Come What May (original film version)
* 21. Like a Virgin (original film version)
* 22. Meet Me in the Red Room (original film version)
* 23. Your Song (instrumental) From The "after The Storm" Scene -
* 24. The Show Must Go On (original Film Version)
* 25. Ascension / Nature Boy - From The "Death and Ascension"
* 26. Bolero (original film version)
* 27. In The Name Of Love

domingo, 6 de janeiro de 2008

Um olhar através do tempo

Sábado pela manhã, passei em frente ao museu do Ipiranga, eu estava de carro, normalmente vou a pé para fazer caminhada, mas de dentro do carro, tive uma visão diferente, voltei aos meus 6 ou 7 anos de idade, eu pude ver e sentir minha mãe, minhas irmãs e eu, brincando entre as árvores que se mantém iguais até hoje...acho que foi a luz e o cheiro daquele exato momento...
Sempre que dava, minha mãe levava a gente, eu adora escorregar na lateral da escadaria do museu e até hoje, as crianças brincam assim...
Tive, por um momento apenas, mas tive...a sorte de estarmos todas juntas novamente...e uma alegria tomou conta de mim...

Felicidade
Lupicinio Rodrigues
Felicidade foi-se embora

E a saudade no meu peito ainda mora

E é por isso que eu gosto lá de fora

Porque sei que a falsidade não vigora.

A minha casa fica lá de trás do mundo

Mas eu vou em um segundo

Quando eu começo a cantar...

Meu pensamento parece uma coisa a toa

Mas como é que a gente voa

Quando começa a pensar.

sábado, 5 de janeiro de 2008

“Pecados Íntimos” (filme)

Estamos sempre tentando preencher os espaços vazios da alma, procurando...procurando sempre...a procura... do amor... de alguém, cada um na sua maneira, mas seja qual for, o vazio está lá para ser preenchido, mesmo quando já amamos alguém...a procura sem fim.
O filme "Pecados Íntimos", é maravilhoso, a reflexão que fica nos pega lá dentro, não tem como não mexer com a gente, vale a pena assistir.

Por: Fabiane Secches

“Pecados Íntimos”, do talentoso Todd Field (de “Entre Quatro Paredes”, 2001), vai aos cinemas para incomodar. Mas, claro, quando se trata do questionador Field, este incômodo vem na melhor acepção da palavra.

O filme recebeu diversas indicações a diversas premiações: não apenas teve o reconhecimento do Globo de Ouro e BAFTA com indicações importantes, mas também do Sindicato das Mulheres Jornalistas da América, da Associação de Críticos de Nova York, de São Francisco e de Washington, assim como da Associação de Críticos Ingleses, além do "Satellite Awards" (premiação da imprensa internacional), entre muitos outros.

À premiação da Academia que se aproxima, o filme chega com três indicações ao Oscar: Melhor Atriz (Kate Winslet), Melhor Ator Coadjuvante (Jackie Earle Haley) e Melhor Roteiro Adaptado (de Todd Field e Tom Perrota, baseado em romance do próprio Perrota).

Embora possa se dizer que o filme escapa do formato cinematográfico tradicional, também é verdade que não é tão revolucionário assim em sua fórmula narrativa: “Pecados Íntimos” tem um inconfundível ar do premiado “Beleza Americana” (1999), do diretor inglês Sam Mendes.

Também há aqui o narrador onisciente em off, trazendo comentários sofisticados sobre os acontecimentos. E há a mesma ironia, o refinado senso de humor (negro), que paira sobre a crítica de costumes à hipocrisia da sociedade norte-americana, representada no filme por uma pacata e arborizada cidade de interior.

Então, ainda que o foco desta vez seja outro, a sua estética inegavelmente tem muito de “Beleza Americana”, e a referência de Field é mais do que apropriada para a história que o diretor deseja nos contar.

“Pecados Íntimos” originalmente se chama “Little Children”. A infeliz tradução para português faz perder uma grande pista sobre o que o filme é. Não, “Little Children” não é sobre os pecados íntimos, é sobre pequenas crianças. Pequenas grandes crianças, aliás.

O filme é essencialmente uma estória sobre pais e filhos. E se de novo poderíamos mencionar Sam Mendes aqui, já que em outro filme - “Estrada para Perdição” (2002) - passou também por este tema, é certo que, desta vez, a comparação (tanto de conteúdo como de forma) seria injusta. Field opta por um caminho completamente diverso, e ainda vai além.

Embora o universo infantil tradicional faça parte de toda narrativa, com playgrounds, brinquedos espalhados, carrinhos sendo empurrados, bebês embalados no colo e constantes referências às crianças de fato, não é sobre essas crianças que o filme deseja falar. Não. “Little Children” é sobre essas crianças grandes que conhecemos bem: os adultos da atual geração.

A sinopse mais detalhada ajuda a compreender: uma das personagens centrais, Sarah Pierce, é belamente interpretada pela inglesa Kate Winslet (do ótimo “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”, 2004). Sarah é uma jovem adulta, casada com Richard (Gregg Edelman) e mãe de Lucy, uma linda e geniosa garotinha de três anos. Solitária desde que optou por deixar o trabalho para cuidar da filha, vive um casamento morno. Sarah até tenta se encaixar na vida de uma dona de casa comum, embora não tenha talento para isso. Inteligente e questionadora, sente-se um peixe fora d'água quando vai ao playground da vizinhança com Lucy e tem que conviver com outras mães tradicionais.

O que parece que vai ser apenas uma crítica de costumes ao casamento e à instituição familiar, depois transcende, o que é uma agradável surpresa para o espectador.

Pois bem. Freqüentam este mesmo playground, entre as mães usuais, o pai coruja Brad Adamson (Patrick Wilson, de “O Fantasma da Ópera”, 2004) com seu adorável filho Aaron, o que perturba as mulheres em volta, que suspiram por ele.

Brad é casado com Kathy (a belíssima Jennifer Connelly, de “Uma Mente Brilhante”, 2001) e é ela que ocupa o papel tradicional do homem da casa: enquanto Brad passa o dia solitário brincando com o filho em casa, no playground ou na piscina pública, Kathy passa o dia trabalhando como documentarista e sustenta toda família.

Brad e Sarah acabam por se aproximar e descobrir que entre eles há esse denominador comum, e depois de atraídos um pelo outro, usam a paternidade/maternidade como desculpa para encontros cada vez mais freqüentes.

Nesta mesma tranqüila cidade onde vivem, também está o perturbado Ronnie J. McGorvey (interpretado com talento por Jackie Earle Haley), um ex-prisioneiro que assediava crianças, exibindo-se para elas.

Ronnie vive solitário ao lado de May, sua mãe protetora (Phyllis Somerville), e é naturalmente temido por toda vizinhança. Logo no começo do filme, quando Ronnie é solto e uma reportagem a respeito é realizada na região, uma das mães aflitas diz que tê-lo morando em um local com tantas crianças é como ter um alcoólatra trabalhando em um bar: isso não acabaria bem.

Ronnie então é perseguido por todos, especialmente pelo ex-policial Larry Hedges (Noah Emmerich), o maior inconformado. Depois de ter sido afastado da Polícia após um tiroteio em um shopping que acabou mal, Larry está obcecado pela presença de Ronnie e quer garantir que um homem perigoso como ele jamais tenha paz o suficiente para abordar as crianças do local.

Pronto, o cenário da confusão está armado e “Pecados Íntimos” começa a entrelaçar as histórias e a aprofundar reflexões, com direito a citações de Madame Bovary e tudo o mais. Depois de descobrir que seu marido está envolvido com pornografia na internet, e não muito entusiasmada com seu casamento, Sarah acaba se envolvendo com Brad. Ele, por sua vez, está cansado de ser submisso à esposa e parece gostar de se sentir um homem novamente, e não apenas um pai.

Até aí, tudo bem: conseguimos compreender seus sentimentos e até nos solidarizamos com eles. No entanto, à medida que Field penetra nos relacionamentos, percebemos que não, não é uma bandeira a favor da rebeldia aos costumes, é mais que isso. É um filme sobre a dificuldade de aceitar a vida adulta com todas as suas ocupações e preocupações.

Percebemos que Sarah e Brad não conseguem se conformar com seus novos papéis, mas são completamente resignados quanto a buscar, efetivamente, outros papéis. O caso extraconjugal é o máximo de ousadia que se permitem, e achando que esta atitude desvela não somente o apetite sexual, mas, sobretudo, o apetite de mudança, nós nos surpreendemos, enfim, ao perceber que não passa de uma fuga quase adolescente - e que jamais poderá ir a lugar algum, a menos que eles se tornem, de uma vez, adultos.

Mas não pensem vocês que a mensagem é mastigada para o espectador. Não, não. Field constrói um filme aberto, que permite várias leituras, embora nos conduza todo o tempo através das entrelinhas para esta interpretação final: as pequenas crianças do título não são Lucy e Aaron, são Sarah e Brad, e mesmo Richard e Kathy.

E as pequenas crianças do filme não estão correndo nos parques, ou sendo embaladas nos balanços, ou brincando na piscina... as pequenas crianças do título estão aprisionadas em seus corpos de adultos, como Ronnie, e, talvez por esta razão, ele não consiga se sentir sexualmente atraído por pessoas de sua idade - e aí esteja a verdadeira causa do seu comportamento deturpado.

Admito: esta é a minha livre interpretação sobre Ronnie, e pode ser psicanalítica demais, mas faz todo o sentido se juntarmos as peças do quebra-cabeça que Field nos oferece, uma a uma. Desde o começo do filme, com a tomada da casa de May e Ronnie, com as estátuas de crianças enfeitando a sala, e os muitos relógios que se somam a elas. É o tempo correndo, a vida adulta chamando, mas o desejo da infância que aprisiona. Desejo de proteção, de zelo, de descompromisso e pureza.

Ronnie, do alto de seus cinqüenta anos, nunca lavou uma louça, diz May temendo pelo futuro de seu filho depois que ela morrer. Brad, apesar de ter se formado advogado, nunca é aprovado no exame da ordem e à noite, quando sai para estudar na biblioteca municipal, na verdade nunca chega a entrar. Fica apenas observando os adolescentes fazendo manobras com seus skates. Sarah está decepcionada com o marido, mas nunca busca uma conversa madura com ele e, apesar de fisicamente presente para Lucy, está completamente distante da filha, do seu papel de mãe.

Então Sarah, Brad, Kathy, Richard, Ronnie e Larry são as pequenas crianças. Nunca enfrentam seus problemas reais, sempre buscam alternativas infantis para escapar deles na ilusão de que estão sendo revolucionários. Quando Sarah chora e é consolada pela filha de três anos com um maduro “está tudo bem, mamãe”, os papéis completamente invertidos, a mensagem para mim já estava clara.

O clímax do filme acontece como um despertar. Primeiro, temos a sensação que podemos caminhar para um final trágico, como na referência de Madame Bovary. Então tememos pela vida de Sarah, de Brad e de Lucy. Mas, sem estragar o final do filme, posso assegurar: Field não estava interessado em chocar, ele estava interessado em incomodar. E é essa diferença que na maioria das vezes separa um mau de um bom filme.

Se “Pecados Íntimos” não é impecável, até suas imperfeições parecem ter sido premeditadas, de certo modo, para que o filme não fosse o que o filme não é. Para que a mensagem, ao final, não fosse tão amarradinha e óbvia. Para que o espectador se perdesse algumas vezes dentro da estória, e das subtramas da estória, e tenha a sensação de ter divagado mais do que o preciso, em uma sessão de mais de duas horas no cinema.

Mas sabe de uma coisa? A vida não é exatamente assim? Quando achamos que estamos na direção certa da compreensão e do auto-conhecimento, nós não aprendemos que ainda falta muito para se chegar lá? Em “Pecados Íntimos” acompanhamos a hesitação dos personagens e concordamos com eles algumas vezes, para depois, com uma visão mais ampla da estória, enfim discordar. Percorremos junto com os personagens a evolução dos seus dilemas até chegarmos a máxima que o resume: crescer dá trabalho.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Um Poeta...Antonio Gamoneda

Antonio Gamoneda (n. Oviedo, 30 de Maio de 1931) é um crítico de arte e poeta espanhol vencedor do Prémio Cervantes de 2006.

Reside em León desde 1934. Aí dirigiu a Fundación Sierra-Pambley, vinculada inicialmente à Institución Libre de Enseñanza.

É doutor honoris causa pela Universidad de León.

Algumas das obras deste poeta foram traduzidas para português, como Libro del frío, Arden las pérdidas e Descripción de la mentira. Participou, com diversos textos poéticos, numa Selecta de Poetas de Léon, Tengo Algo de Arbol / Tenho Qualquer Coisa de Árvore, de edição bilingue (castelhano - português).

Participou, com leituras de poemas e conferências, em cursos e encontros de instituições de Espanha, Europa, América, África e Ásia.

Su obra, de una fuerza excepcional, ha sido reconocida tardíamente como una de las grandes voces de la poesía española actual, lo que ha culminado con la concesión casi simultánea de dos de los más altos galardones; el Premio Cervantes y el Premio Reina Sofía a la poesía iberoamericana.
wikipédia

AMOR
Mi manera de amarte es sencilla:
te aprieto a mí
como si hubiera un poco de justicia en mi corazón
y yo te la pudiese dar con el cuerpo.

Cuando revuelvo tus cabellos
algo hermoso se forma entre mis manos.

Y casi no sé más. Yo sólo aspiro
a estar contigo en paz y a estar en paz
con un deber desconocido
que a veces pesa también en mi corazón.

***********************************************

Meu jeito de te amar é simples:
te aperto contra mim
como se houvesse um pouco de justiça em meu coração
e pudesse transmitir com meu corpo.

Quando revolvo teus cabelos
algo maravilhoso se forma entre minhas mãos

E quase nada mais sei. Apenas aspiro
a estar contigo em paz e a estar em paz
com um dever desconhecido
que às vezes pesa também em meu coração.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

SHAKESPEARE

William Shakespeare (23 de abril de 1564 - 23 de abril de 1616). Escritor britânico. Considerado poeta nacional inglês e maior dramaturgo da literatura universal.

Principais obras

A Comédia dos Erros (1592-1593)
  • "A mancha do adultério em mim se alastra. Trago no sangue o crime da luxúria, pois se ambos somos um, e prevaricas, na carne trago todo o teu veneno, por teu contágio me tornando impura".
  • "As queixas venenosas de uma esposa ciumenta são de efeito mais nocivo do que dentada de cachorro louco".
  • "Sem ser provada, a paciência dura".
  • "As mais belas jóias, sem defeito, com o uso o encanto perdem".

Macbeth (1605-1606)

  • "Tens medo de nos atos (...) mostrar-te igual ao que és nos teus anelos?"

O Rei Lear (1605-1606)

  • "A cólera também tem privilégios".

Péricles (1608-1609)

  • "É lícito aspirar ao que não se pode alcançar".

Antônio e Cleópatra (1606-1607)

  • "Pobre é o amor que pode ser contado".
  • "Entre dois beijos abrimos mão de reinos e províncias".

Noite de Reis (1599-1600)

  • "Os amigos me adulam e me fazem de asno, mas meus inimigos me dizem abertamente que o sou, de forma que com os inimigos (...) aprendo a me conhecer e com os amigos me sinto prejudicado".

A Tragédia do Rei Ricardo II (1595-1596)

  • "Nada me deixa tão feliz quanto ter um coração que não se esquece de seus amigos".

Trabalhos de Amor Perdidos (1594-1595)

  • "Chorar velhos amigos que perdemos não é tão proveitoso e saudável como nos alegrarmos pelas novas aquisições de amigos".

Henrique VI (1590-1591)

  • "As águas correm mansamente onde o leito é mais profundo".

As Alegres Comadres de Windsor (1600-1601)

  • "Devemos aceitar o que é impossível deixar de acontecer".

Conto do Inverno (1610-1611)

  • "Se os maridos das esposas infiéis desesperassem, enforcar-se-ia a décima parte da humanidade".

Coriolano (1607-1608)

  • "A adversidade põe à prova os espíritos".

Sonho de uma Noite de Verão (1595-1596)

  • "O amor não vê com os olhos, vê com a mente; por isso é alado, é cego e tão potente".

Como Gostais (1599-1600)

  • "Se não te lembram as menores tolices que o amor te levou a fazer, é que jamais amaste".

O Mercador de Veneza (1596-1597)

  • "Podeis crer-me, senhor: caso eu tivesse tanta carga no mar, a maior parte de minhas afeições navegaria com minhas esperanças. A toda hora folhinhas arrancara de erva, para ver de onde sopra o vento; debruçado nos mapas, sempre, procurara portos, embarcadoiros, rotas, sendo certo que me deixara louco tudo quanto me fizesse apreensivo pela sorte do meu carregamento."
  • "O amor é cego, e os namorados nunca vêem as tolices que praticam".

Tróilo e Cressida (1601-1602)

  • "Nisto (...) é que consiste a monstruosidade do amor: em ser infinita a vontade e limitada a execução; em serem ilimitados os desejos, e o ato, escravo do limite".

Cimbelino (1609-1610)

  • "Os motivos do amor não têm motivo".
(Wikiquote)

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

FAÇAMOS

Eu não iria postar mais nada hoje, mas depois que eu ouvi está música " Façamos", não poderia deixar de registrá-la aqui, a-d-o-r-e-i, ouvir Chico e Elza combinando seus talentos vocais é demais...me da alegria no espírito...esta música tem tudo com o dia de hoje para o resto do ano...É o que desejo para 2008...para todos nós...

Façamos
Chico Buarque E Elza Soares
Os cidadãos no Japão, fazem
Lá na China um bilhão, fazem
Façamos, vamos amar!

Os espanhóis, os lapões, fazem
Lituanos e letões, fazem
Façamos, vamos amar!

Os alemães em Berlim, fazem
E também lá em Bonn...
Em Bombaim, fazem
Os hindus acham bom.

Nisseis, nikeis e sanseis, fazem
Lá em São Francisco muitos gays fazem
Façamos, vamos amar!

Os rouxinóis e os saraus fazem
Implicantes pica-paus fazem
Façamos, vamos amar!

Os jaburus no Pará, fazem
Tico-ticos no fubá, fazem
Façamos, vamos amar!

Chinfrins galinhas afins fazem
E jamais dizem não...
Corujas, sim, fazem
sábias como elas são

E os perus, todos nus, fazem
Gaviões, pavões e urubus, fazem
Façamos, vamos amar!

Dourados do Solimões, fazem
Camarões e camarães, fazem
Façamos, vamos amar!

Piranhas, só por fazer, fazem
Namorados, por prazer, fazem
Façamos, vamos amar!

Peixes elétricos bem, fazem
Entre beijos e choques...
Garçons também fazem
Sem falar nos hadocs

Salmões no sal, em geral, fazem
Bacalhaus do mar em Portugal, fazem
Façamos, vamos amar

Libélulas e nambus, fazem
Centopéias sem tabus, fazem
Façamos, vamos amar!

Os Louva-Deuses, por fé, fazem
Dizem que bichos de pé, fazem
Façamos, vamos amar!

As taturanas também fazem
Um amor incomum
Grilos, meu bem, fazem
E sem grilo nenhum.
Com seus ferrões, os zangões, fazem
Pulgas em calcinhas e calções, fazem
Façamos, vamos amar!

Tamanduás e tatus, fazem
Corajosos cangurus, fazem
Façamos vamos amar!

Coelhos só e tão só, fazem
Macaquinhos no cipó, fazem
Façamos, vamos amar

Gatinhas com seus gatões,fazem
Dando gritos de ais...
Os garanhões fazem,
Esses fazem demais

Leões ao léu,sob o céu,fazem
Ursos lambuzando-se no mel, fazem
Façamos, vamos amar!
Façamos, vamos amar!!

Felicidade, alegria, júbilo ou contentamento...

São termos que representam um sentimento humano de bem-estar, euforia, empolgação, paz interna.

Uma pesquisa feita pelo
Instituto de Pesquisas Datafolha feita entre 4 e 5 de setembro de 2006 com 7.724 pessoas de 349 municípios aponta que 75,5% dos brasileiros entrevistados se consideravam felizes. Em 1996 pesquisa semelhante pelo mesmo instituto indicava o índice de 65%. Apesar disso, apenas 28% dos brasileiros entrevistados achavam que o brasileiro é feliz de uma forma geral. Wikipédia

Eu acabei fazendo um observatório particular sobre abraços, beijos e sorrisos, nesta última semana, percebi que as pessoas no geral, gostam muito de sorrir e ainda se abraçam e se beijam em cada encontro ou simplesmente por um carinho no momento, fazia tempo que eu não reparava como as pessoas ainda dão boas gargalhadas, foi um exercício bem legal para mim...

Escravo da alegria

(Miltinho e Toquinho)

Eu que andava nessa escuridão

De repente foi me acontecer

Me roubou o sono e a solidão

Me mostrou o que eu temia ver

Sem pedir licença nem perdão

Veio louca pra me enlouquecer

Vou dormir querendo despertar

Pra depois de novo conviver

Com essa luz que veio me habitar

Com esse fogo que me faz arder

Me dá medo, vem me encorajar

Fatalmme me fará sofrer

Ando escravo da alegria

Hoje em dia, minha gente

Isso não é normal

Se o amor é fantasia

Eu me encontro ultimamente

Em pleno carnaval

domingo, 30 de dezembro de 2007

A lua sonha

A lua gira, mesmo quando é meia lua...
Ai sonha, as vezes alto e quando despenca do céu negro,
é porque sonhou demais com alguém que escreve...
E quando acredita no sonho, volta ao céu estrelado...
Ela sabe colorir tudo o que vê, sabe que não consegue
converter em imagem, tudo o que pensa...
E apesar de tímida, com um texto primario,
tenta desenhar com palavras o que sente...
É isso...
*-*

sábado, 29 de dezembro de 2007

Reflexão

Normalmente as reflexões são efetuadas por pessoas que "pensam", "questionam" o que as rodeia. A reflexão psicológica é muitas vezes utilizada na Filosofia. Reflectir é pensar, abordar um tema, que nos intriga, por vezes.
Fui buscar no dicionário o sentido da palavra reflexão, apesar de óbvio o significado, eu precisava ler algo sobre o assunto e encontrei algumas explicações do por que eu estar blogando REFLEXÃO:

  1. Rubrica: física.
    o retorno completo ou parcial de um feixe de partículas ou de ondas que se propagam em um determinado meio, após a incidência sobre a interface de separação entre este meio e o outro
  2. Derivação: sentido figurado.
    concentração do espírito sobre si próprio, suas representações, idéias, sentimentos
  3. Derivação: sentido figurado.
    pensamento, consideração, observação que resultam de intensa cogitação e que são expressos por escrito ou em voz alta
  4. Derivação: sentido figurado.
    virtude que consiste em evitar a precipitação nos juízos, a imprudência, a impulsividade na conduta
  5. Derivação: sentido figurado.
    hábito de refletir
  6. Rubrica: geometria.
    operação que transforma um ponto no seu simétrico em relação a outro ponto, a uma linha ou a um plano
Depois de "refletir" sobre o que li, um pouco postado aqui, fiquei mais aliviada das coisas que faço e que tenho a melhor das intenções, mesmo quando elas não seguem o padrão, as regras e o que é nos colocado como certo e errado pela sociedade, ai percebi o quanto respeito os outros e a mim mesma, justamente por não fazer parte de nada imposto e pré-determinado, mas sim, sentindo como eu sinto...

A música para mim, é reflexão...algo que nos eleva e é muito pessoal... nos identificamos com ela pelo som... pela letra... pelo momento especial que vivemos...
pelos momento tristes e alegres...afinal todos temos momentos...
Deixo postado aqui o meu momento Skank...


Ali
Samuel Rosa / Nando Reis
Ela entrou e eu estava ali ou será que fui eu que ali
entrei sem sequer pedir a menor licença?
Ela de batom caqui com os olhos olhava o que eu não
sei olhos de águas vindas de outros oceanos
Ela me olhou, quem?
quem sabe com ela eu teria as tardes que sempre
me passaram como imagens, como invenção e se eu
não posso ter eu fico imaginando, eu fico
imaginando

Virá com ela que entrega, virá sim,
assim virá que eu vi
Virá ou ela me espera
Virá pois ela estava ali

Ela amou o que estava ali ou será que
foi dela o que eu já amei como os laços fixos
de uma residência
Ela: Alô!? e eu não reagi com os olhos olhava
o que eu lembrei quando andava indo em outra direção
Ela me olhou, vem!
Quem sabe com ela eu veria as tardes que sempre me
faltaram como miragens, como ilusão
E se eu não posso ver eu fico imaginando

Virá com ela que entrega, virá sim,
assim virá que eu vi
Virá ou ela me espera, virá pois ela está ali

Ela andou e eu fiquei ali ou será que fui eu
que dali mudei com os passos mudos de uma reticencia
Ela me olhou, vem!
Quem sabe com ela eu teria achado o que sempre me
faltava, por escolagens, sonhos e emoção
Se eu não posso ser, eu fico imaginando, eu fico
imaginando

Virá com ela que entrega, virá sim,
assim virá que eu vi
Virá ou ela me espera, virá pois ela está ali

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Muito verde

Muito verde, cheiro bom de mato, várias coisas para se fazer, a pousada é ótima, muita privacidade, odeio hotéis que ficam na cidade, muita gente, sem vista para nada...a não...aqui eu me sinto bem...
O bom, é que ainda no final da tarde, da até para dar uma volta por aqui e viajar um pouco nos textos que leio, faz parte desta fase que estou vivendo...carrego os meus olhos de grandes histórias...também comprei um livro hoje, me parece bom, são memórias da "Prisioneira em Teerã", de Marina Nemat, caso veridico, depois que eu ler, deixo um post sobre o livro...
Também ouvi música boa de Adriana Calcanhoto para variar um pouco...

Assim Sem Você
Adriana Calcanhotto
Avião sem asa,
fogueira sem brasa,
sou eu assim sem você.
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
sou eu assim sem você.

Por que é que tem que ser assim
se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante nem mil auto falantes
vão poder falar por mim.

Amor sem beijinho,
Bochecha sem claudinho,
sou eu assim sem você.
Circo sem palhaço,
namoro sem amasso,
sou eu assim sem você

Tô louca pra te ver chegar,
Tô louca pra te ter nas mãos.
Deitar no teu abraço,
Retomar o pedaço que falta no meu coração.

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo
Por quê?
Por quê?

Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
sou eu assim sem você.
Carro sem estrada,
queijo sem goiabada,
sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim
se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante nem mil auto falantes vão
poder
falar por mim

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Clima de interior

A brisa acariciava o rosto dela, com um olhar leve e tranquilo, olhava aquela luz de sol alaranjado de final de tarde, lá na varanda que se encontrava...ao redor, a natureza se encarregava de ilustrar a paisagem para ela.

Um cachoro, pequenino, preto, passava na frente dela, com um andar rápido e curtinho...logo acima, um pouco mais adiante, cabos de fios de alta tensão, serviam de apoio para os passarinhos que ali estavam, um a um sobre os fios, formando assim notas musicais de uma partitura... de pano de fundo desta partitura, uma represa que se movia bem rápido para a direita, dando a impressão de tocar aquela partitura de pássaros...

Mais adiante ainda, nas sombras gigantes das árvores, estavam várias vaquinhas caminhando pelo pasto, algumas sendo abraçadas por aquelas sombras, outras refesteladas ao sol alaranjado...

E a brisa continuava sobre ela...a brisa...que trazia um leve sorriso em seus lábios...estava em paz com a vida...as lembraças vinham em sua mente...lembranças que ampliava o sorriso...e com o olhar mais distânte, pensava em alguém...tudo isso ao som dos pássaros e da modinha de viola de Almir Sater...e o sorriso se alargava ainda mais...

Rastro Da Lua Cheia
Renato Teixeira e Almir Sater
No quintal lá de casa
Passava um pequeno rio
Que descia lá da serra
Ligeiro escorregadio
A agua era cristalina
Que dava pra ver o chão
Ia cortando a floresta
Na direção do sertão
Lembrança ainda me resta
Guardada no coração...

E tudo era azul celeste
Brasileiro cor de anil
Nem bem começava o ano
Já era final de Abril
O vento pastoreando
Aquelas nuvens no céu...
Fazia o mundo girar
Veloz como um carrossel
E levantava a poeira
E me arrancava o chapéu

Ah o tempo faz, tempo desfaz
E vai além sempre...

A vida vem lá de longe
É como se fosse um rio
Pra rio pequeno canoa
Pros grandes rios navios
E bem lá no fim de tudo
Começo de outro lugar
Será como Deus quiser
Como o destino mandar
No rastro da lua cheia
Se chega em qualquer lugar!

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Um pouco de "The Who"


Eles também fizeram parte de minha vida, quando eu tinha a banda "Strawberry Fields", ensaiamos muitas e muitas vezes a música Magic Bus que nunca apresentamos, mas ficou guardada na lembrança. Também tentamos a See Me, Feel Me, que não rolou. Graças a saudade deles, da minha banda e de alguém especial para mim, eles tem um post garantido aqui. Mais um conjunto que faz parte do meu mundo mágico de "amigos" e "personalidades" deste blog.

The Who é uma banda de rock britânica surgida nos anos 60. A evolução musical do grupo culminou numa fase de grande sucesso na década de 70. Após um período inativo entre os anos 80 e 90, o The Who retornou aos palcos e, apesar da perda de dois de seus integrantes originais, continua a se apresentar esporadicamente.

The Who é considerado uma das maiores bandas ao vivo do rock 'n' roll de todos os tempos. Conhecidos pelo dinamismo de suas apresentações e por sua música reflexiva e repleta de influências artísticas, eles também são julgados pioneiros do rock, popularizando entre outras coisas a ópera rock (principalmente com Tommy) sob a liderança de Pete Townshend. Seus primeiros álbuns mod, repletos de curtas e agressivas canções pop, os distintos power chords de Townshend e temas recorrentes de rebelião juvenil e confusão sentimental, foram influências primordiais no surgimento do punk rock e do power pop. No princípio de sua carreira a banda ficou conhecida por arrebentar completamente seus instrumentos no final dos shows (especialmente Townshend, cuja destruição de guitarras tornar-se-ia um clichê do rock, e o infame e alucinado Keith Moon, mandando seu kit de bateria pelos ares).

See Me, Feel Me
The Who
See Me
Feel Me
Touch Me
Heal Me

Listening to you, I get the music
Gazing at you, I get the heat
Following you, I climb the mountain
I get excitement at your feet

Right behing you, I see the millions
On you, I see the glory
From you, I get opinions
From you, I get the story

Listening to you, I get the music
Gazing at you, I get the heat
Following you, I climb the mountain
I get excitement at your feet

Right behind you, I see the millions
On you, I see the glory
From you, I get opinions
From you, I get the story
Me veja, me sinta
The Who
Me veja
Me sinta
Me toque
Me cure

Ouvindo você
Eu tenho a música
Contemplando você
Eu recebo o calor
Seguindo você
Eu escalo as montanhas
Eu tenho excitação a seus pés

Logo atrás de você
Eu vejo milhões
Em você
Eu vejo a glória
De você
Eu tenho opiniões
De você
Eu tenho a história.

Uma Lição de Amor

Um dos filmes mais adoráveis que já assisti. A interpretação de Sean Penn (que eu adoro) é maravilhosa e extremamente delicada. A menina, Dakota Fanning e Michelle Pfeiffer, também encantam o público com suas atuações. A trilha sonora, com regravações dos Beatles, também é excelente. O filme emociona e conquista o espectador pelo conteúdo humano de sua história. Apesar de manjadão, eu já vi 3 vezes, talvez por conta do Sean Penn ou da trilha sonora...mas vale assistir quem ainda não viu.

Sinopse

Ao ter a guarda de sua filha retirada, um homem com deficiência mental recebe a ajuda de uma advogada para provar que pode ser responsável por sua criação.

Sam Dawson (Sean Penn) é um homem com deficiência mental que cria sua filha Lucy (Dakota Fanning) com uma grande ajuda de seus amigos. Porém, assim que faz 7 anos Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer Lucy internada em um orfanato. A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que aceita o caso como um desafio com seus colegas de profissão.

Lucy In The Sky With Diamonds
The Beatles
Picture yourself in a boat on a river
With tangerine trees and marmalade skies
Somebody calls you, you answer quite slowly
A girl with kaleidoscope eyes

Cellophane flowers of yellow and green
Towering over your head
Look for the girl with the sun in her eyes
And she´s gone

Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds

Follow her down to a bridge by a fountain
Where rocking horse people eat marshmallow pies
Everyone smiles as you drift past the flowers
That grow so incredibly high

Newspaper taxis appear on the shore
Waiting to take you away
Climb in the back with your head in the clouds
And you´re gone

Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds

Picture yourself on a train in a station
With plasticine porters with looking glass ties
Suddenly someone is there at the turnstile
The girl with kaleidoscope eyes

Lucy in the sky with diamonds...
Lucy no céu com diamantes
The Beatles
Imagine-se em um barco num rio
Com árvores de tangerina e céus de marmelada
Alguém lhe chama, você responde lentamente
Uma garota com olhos de caleidoscópio
Flores de celofone amarelas e verdes
Crescendo por sobre sua cabeça
Procure a menina com o sol em seus olhos
E ela se foi
Lucy no céu com diamantes
Lucy no céu com diamantes
Lucy no céu com diamantes

Segue a até a ponte perto da fonte
Onde pessoas com cavalos de pau
Comem tortas de marshmelow
Todos sorriem
Enquanto você boia passando as flores
Que crescem tão inacreditavelmente altas

Táxis de jornais aparecem na costa
Esperando para levá-lo embora
Sobe atrás com sua cabeça nas nuvens
E você se foi

Lucy no céu com diamantes
Lucy no céu com diamantes
Lucy no céu com diamantes

Imagine-se em um trem na estação
Com carregadores de plasticina
Com gravatas espelhadas
De repente alguém está la na catraca
A garota com olhos de caleidoscópio
Lucy no céu com diamantes
Lucy no céu com diamantes
Lucy no céu com diamantes


segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Amor Pra Recomeçar


Queridos!
Natal é tempo de gente que precisa de gente...e
agradeço por ter tanta gente que gosta da gente....gente
feliz...gente amiga...gente que quer o bem da gente agora e sempre...
Por que escrevi tantas vezes gente?
Para termos cada vez mais em nossas vidas...gente como a gente!


Para todos os meus amigos...
para aqueles que deixam comentários aqui, no Orkut ou pelo e-mail...
para aqueles que conheço e não conheço...
para todos aqueles que virei fã de cadeirinha...um em especial...
para todas as pessoas que como eu acreditam nas pessoas...
para todos que acreditam na vida e no amor...
É o que desejo...amor pra recomeçar!


Barão Vermelho
Frejat

Eu te desejo não parar tão cedo
Pois toda idade tem prazer e medo
E com os que erram feio e bastante
Que você consiga ser tolerante
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero

Desejo que você tenha quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar

Eu te desejo, muitos amigos
Mas que em um você possa confiar
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero

Desejo que você tenha quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar

Eu desejo que você ganhe dinheiro
Pois é preciso viver também
E que você diga a ele, pelo menos uma vez,
Quem é mesmo dono de quem
Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Eu desejo que você tenha quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar.