"Tudo começou pelo olhar. Foi nos meus olhos que o amor começou...Eu só tinha aquilo que meus olhos ofereciam: uma imagem. Imagens são criaturas de luz. Foi isto que meus olhos viram, foi isto que amei..." [Rubem Alves]
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sábado, 2 de julho de 2016

Romeo and Juliet

E você está seguindo em frente...
Até esbarrar com aquela canção que tira seus pés do chão...
Lembranças...
Saudades...
Depois de tanto tempo...
Você...ainda chora...chora...chora...
O se querer bem ainda vive...
Como a raiz, ainda intacta, depois de um incêndio...
Uma canção que você esbarrou sem querer...
E a tarde ainda chora...chora...chora...
De saudades...
Sem saber que ainda dói tanto...
A canção diz que você está aqui de alguma forma...
Nas letras que esbarram em você numa tarde de sábado...
O amor ainda está lá naquela raiz viva...

Quando o entardecer é ilustrado por Dire Straits, com uma canção do acaso, "romeo and juliet".
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"Romeu e Julieta
Um Romeu apaixonado, canta uma serenata pelas ruas
Acalmando todo mundo com uma canção de amor que ele fez
Encontra um poste aceso, sai da sombra
E diz algo como: eu e você, amor, o que você acha?
Julieta diz: Ei é o Romeu! Você quase me mata do coração
Ele está embaixo da janela, ela está cantando "Opa, meu namorado voltou
Você não devia vir aqui, cantar pras pessoas dessa maneira"
E aí, o que você vai fazer?
Julieta, os dados estavam viciados desde o início
E eu apostei, então você explodiu meu coração
E eu esqueci, esqueci a canção do filme
Quando você vai perceber que apenas aconteceu na hora errada, Julieta?
Apareço em ruas diferentes, ambas eram ruas da vergonha
Ambas sujas, ambas más, sim, e o sonhos eram sempre os mesmos
E eu sonhei seu sonho por você, e agora o seu sonho é real
Como você pode olhar para mim como se eu fosse apenas outra das suas jogadas?
Quando você se apaixona por correntes de prata, você pode se apaixonar por correntes de ouro
Você pode se apaixonar por belos estranhos e as promessas que eles fazem
Você me prometeu tudo, você prometeu estar aqui no bom e no ruim, sim
Agora você só diz: oh Romeu, sim, você sabe que eu tinha uma cena com ele
Julieta, quando fazíamos amor, você costumava chorar
Você dizia: eu te amo como as estrelas no céu, vou te amar até morrer
E existe um lugar pra gente, você sabe, a canção do filme
Quando você vai perceber que apenas aconteceu na hora errada, Julieta?
Não consigo falar, como eles falam na TV
E não consigo fazer uma canção de amor, do jeito que deve ser
Não consigo fazer tudo, mas faço qualquer coisa por você
Não consigo fazer nada além de amar você
E tudo que eu faço é sentir sua falta e como a gente era
Tudo que eu faço manter o ritmo e as más companhias
Tudo que faço é beijar você através da métrica de uma rima
Julieta, eu iria às estrelas com você qualquer hora
Julieta, quando fazíamos amor, você costumava chorar
Você dizia: eu te amo como as estrelas no céu, vou te amar até morrer
E existe um lugar pra gente, você sabe, a canção do filme
Quando você vai perceber que apenas aconteceu na hora errada, Julieta?
E um Romeu apaixonado, canta uma serenata pelas ruas
Acalmando todo mundo com uma canção de amor que ele fez
Encontra um poste aceso, sai da sombra
E diz algo como: eu e você, amor, o que você acha?
Eu e você, amor, o que você acha?"
[Dire Straits]

Dire Straits - Romeo And Juliet 


quinta-feira, 11 de junho de 2009

O amor é doce e distraído (2)

Quero viver a vida como ela se apresenta, nada que faça muito sentido para que eu mesma poça sentir o que ninguém pode tirar de mim...criar, inventar, imaginar, sonhar...e amar...simplesmente deixar acontecer...
e o acaso me proteger...
Hoje, caminhando para dias mais tranquilos de reflexão e bem-estar, vou aproveitar para pensar em tudo como se fosse só hoje...fazer destes dias boas leituras, muita criatividade, apreciar a natureza e verificar a simplicidade das coisas e pessoas...admirar o que é bonito...leve...sentir o afeto e dar afeto...
E por onde eu passar... com certeza...tudo isso será simples e terá o que me ensinar e eu a aprender...e pensarei em alguém especial...bem distraída por aí... ao som do pássaro negro a voar pela noite iluminada com uma linda lua cheia... como um beija-flor...

Ilustrando o blog, Arnaldo Antunes me leva para LONGE
...ao mesmo tempo...perto de tudo que gosto...

Arnaldo Antunes - "Longe"

domingo, 29 de março de 2009

You Are My Love

"...Você é meu amor
Vocé é o que eu tenho esperado
Oh, você é meu amor
Você é meu dia
Você mudou meu Inverno em Primavera
Você chegou no meu caminho e então
meu coração começou a cantar
Oh, você é meu amor..."
[Liverpool Express]
Liverpool Express, é uma banda de rock dos anos 70. Eles foram a primeira banda a fazer uma grande turne pela América do Sul. Fizeram grande sucesso no Brasil, aliás, eu estava no show deles aqui em São Paulo, tinha uns 13 anos. Lembro que estava com minhas irmãs e uma prima, esperamos o show acabar e conseguimos entrar nos bastidores para falar com a banda. Acabei ganhando autógrafo de todos e muita atenção...nada como ser criança...rs.
Eles vieram ilustrar o blog com uma das canções mais conhecidas, "You Are My Love", o show foi um sucesso...

Liverpool Express - You Are My Love

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

"ME ESPERE"

Este mês, completou 1 ano que fui assistir ao show de Rene Zayon, um amigo de grande valor e muito talentoso (guitarrista, compositor e cantor), ele lançou seu CD na versão em Português e em Inglês... mais que um simples álbum, ele tornou seu projeto de vida realidade.

Conheci Rene nos anos 80, dávamos algumas "canjas" no "Revolution Beatles Bar", de Marco Antonio Malagoli (presidente do maior fã-clube de Beatles do Brasil), eu tinha uns 15 anos e tocava na banda Strawberry Fields, foram tempos incríveis, inesquecíveis...

Buscando algumas músicas na internet, encontrei o vídeo do show de lançamento do CD RENE ZAYON, com a música "Me Espere", e o post não poderia ser outro...hoje, para prestigiar seu projeto de vida e ilustrar o meu... blog...
...Canta Rene!

Rene Zayon "Me Espere" Live in São Paulo

sábado, 15 de novembro de 2008

Milhas de distância...

Tem dias que parece que as horas nunca acabam, mesmo que o dia passe rápido....
Mas hoje, tinha lua cheia no céu...
Alguém viu a lua hoje?
Linda...cheia...iluminando milhas de distância...
E na marginal, ela veio me acompanhando...me trazendo lembranças...

Foi aí, em uma troca de estação no rádio do carro, que fui levada até as lembranças do filme "Cinema Paradiso", já bloguei sobre o filme aqui, mas hoje, convido vocês a ouvirem a música de "Ennio Morricone", que chega a doer dentro do coração, de tão linda melodia...

As vezes, me coloco como o personagem Toto, admirando da rua, a janela da casa de Helena...dia e noite...noite e dia...imaginando... sonhando...sentindo que Helena, jamais saberá que o seu Toto apaixonado, ficava ali tão perto dela...


Ennio Morricone - Cinema Paradiso

sábado, 8 de novembro de 2008

FASES...

Temos fases assim...
Hoje o dia foi ruim...
Hoje chorei e sorri...
Hoje, senti saudades, como uma garotinha senti saudades do pai e da mãe...
Queria apenas um colinho de mãe...
E a confiança do pai...
Chorar e sorrir é o que consigo neste momento...
Mas tudo passa...
Tudo muda...
Isso também passará...
Eu só quero poder respirar...
Ficar em paz...
Um dia quem sabe, terei o sentido de tudo o que eu senti...
E quando fechar os olhos...
Minha consciência estará tranquila...
Mas isso também passará...

Karen Carpenter, vem se aproximando e canta "A Song For You", sem eu esperar... me leva daqui...

" Estávamos sozinhos e eu cantava esta canção para você"
Karen Carpenter- A Song For You

sábado, 16 de agosto de 2008

Um escritor, um poeta, um sonhador...

Conheceu uma pessoa que mudou completamente a vida dela...
Um escritor, um poeta, um sonhador...
Alguém especial de grande valor...
Ninguém aparece por acaso...
E vai embora por acaso...
Ela o reconheceu, olhou para ele e o viu na sua essência desde o início...
Diferente...completo...
É assim que ela o vê...
Ele a conquistou pele sua paixão... digo paixão, por tudo o que tem vida...e se manifesta pelas palavras escritas...
Em cada texto seu, lá está ele por inteiro...
Pessoa de carácter, ético, brilhante...
Ela viu isso desde o início...
Ele tem paixão no olhar e na alma...
Boa gente, esse tal poeta que escreve...
Ele nunca trocou uma palavra com ela...só olhares...
Olhares que falaram mais que mil palavras juntas...
Ela sabe que sua vida ficou marcada para sempre...
Ele se foi, mas seus textos estarão sempre espalhados por aí...
Ele tem o mundo para ganhar...
Ela terá motivos mais do que nunca, de acompanhar o seus textos...
Provavelmente, ele nunca saberá o quanto ela o admira...
O tamanho do seu valor para ela...
A dor da saudade vai bater...
Mas quando isso acontecer, ela terá mais um texto do poeta...
E com lágrimas no rosto...
Ela deseja ao poeta que ele continue brilhando como escritor...
Mas que nunca deixe os seus próprios textos de lado...
É sua alma...
Faz parte dela agora...
Ele o poeta, que só trouxe alegria para os dias dela...
Ela sorri, meio sorriso e percebe...
O poeta fez toda a diferença!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O PAPEL








Começou a escrever...fazia isso quase todos os dias, mesmo sem tempo ela se colocava na frente do papel...
Tinha uma vida muito agitada, corria contra o tempo... mas o tempo lhe favorecia quando se tratava de escrever...
Depois de meses passados, os textos em que ela mergulhava se tornaram o ar que respirava...
Em suas leituras noturnas, ela conheceu o poeta, aquele que mudou completamente a sua vida...ela tinha uma admiração que não conseguia expressar em palavras...
Passou a escrever mais e mais...quando tinha oportunidade de ver textos novos do poeta, ela mergulhava em sonhos sem fim...
Um dia, sonhou até ser absorvida quase por completa...e na mesa de um bar com alguns amigos, o acaso se manifesta... ela vê o poeta rondando a sua mente... naquele momento, ela percebeu...nem um olá...nem um adeus...um silêncio assustador que eles criaram...sem perceber.
Saiu do bar caminhando a passos largos e rápidos, lágrimas começaram a cair no seu rosto sem que ela pudesse controlar...chorou...se culpou pelo silêncio, pelas suas incertezas e pela distância desenfreada que mantinha...que poder tinha seus sonhos para sugar tanto esta sua alegria..? Por que nenhuma palavra falada somente as escritas?
Quando se acalmou...
...pegou o papel e a caneta...
...com os olhos inchados, sentou-se em frente a janela de sua casa e colocou os pés no chão.

sábado, 9 de agosto de 2008

O bebado e o equilibrista




O farol fechou, ela reduziu a velocidade até parar. Olhou para frente e viu um homem com três crianças pequenas atravessando a rua.
Ele, o suposto pai, atrapalhado que só vendo, não conseguia dominar os três picolinos...o mais velho tinha uns seis anos, o do meio uns quatro e o BB uns dois aninhos... este safadinho, correu pela calçada fugindo e rindo ...o pai, cambaleando, pegou firme na sua mão, esbravejou um pouco e lá foram os quatro atravessando a rua.
Quando chegou na esquina, ele fez uma parada e olhou para dentro do bar a sua direita, fixou seus olhos em dois fulanos que estavam no balcão perto do caixa encharcados de cerveja... "ás 10:00 hrs., de uma manhã cinzenta"...
Seu rosto chamou a atenção dela...o sorriso que ele carregava na face virou seriedade e tristeza...seus olhos vermelhos e esbugalhados, olhos de quem bebe muito, ficaram ali parados...as crianças impacientes não entendiam o que estava acontecendo...
Ela pensou que ele entraria naquele bar e se juntaria aos pobres que estavam lá caindo pela tangente... mas para a sua surpresa, ele tomou os passos firmes e foi subindo a ladeira... cambaleando e sorrindo para os picolinos que brincavam ao seu redor...
O farol abriu, ela virou para a esquerda e seguiu em frente...percebeu a fraqueza aparente sendo superada pela decisão acertada... "por um minuto ele pensou nos picolinos" ...e fez toda a diferença...
Com os olhos cheios d'água, ela sorriu...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

SOLIDÃO










O por do sol alaranjado lhe confortava no caminho longo pelas terras gramadas...
De muito longe... ele observava ela andando...seu coração dilacerado...
Ela sentia frio, solidão e o desprezo por si mesma...já não se conhecia mais...
Que diabos fazia ela só naquela imensidão...
Seria um mau entendido?
Nada mais era como antes...ela parou...olhou para o infinito e caiu de joelhos no gramado molhado que anunciava a noite chegando...seus ombros pesaram fazendo assim, que a sua cabeça erguer-se para o céu...a quanto tempo ela não via o céu...lágrimas caíram pela sua face pálida...
Nesse momento, ele teve o impulso de correr até ela e levantá-la...mas exitou por medo...
Um vento forte jogava seus cabelos para os lados...ela colocou uma de suas mãos no bolso do vestido e tirou uma tesoura...com a outra mão segurou o cabelo e o cortou rente a nuca...uma grande mecha do cabelo caiu de sua mão junto com a tesoura...
Ela concluiu seu sofrimento caindo sobre a grama gelada...
Então... ele correu...correu desesperadamente até ela...
Ouviu o seu último suspiro...
E um grito se fez no infinito...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Tem gente de todo o tipo...

Tem gente que é feliz e gosta de dar felicidade ao outro...
Tem gente que gosta de receber esta felicidade...
Tem gente que não sabe o que é felicidade...

Tem gente que finge não saber...
Tem gente que sabe fingir saber...
Tem gente que finge por medo...
Tem gente que não sabe fingir...

Tem quem olhe por admiração...
Tem quem admira o olhar...
Tem quem goste de ser admirado...
Tem quem goste de admirar...

Tem aquele que quer de qualquer jeito...
Tem aquele que não quer e da um jeito...
Tem aquele que tem seu jeito de querer...
Tem aquele que quer pelo seu jeito...

Tem quem deseja alguma coisa...
Tem coisa que a gente só deseja...
Tem desejo em muita gente....
Tem gente que deseja não desejar...

E aí por diante...

Hoje, duas pessoas especiais com vozes deliciosas, cantaram para mim...lá no carro quando vinha para casa... Jorge Aragão e Emílio Santiago...cantando "Espelho D'água"... vieram conferir os sentimentos aqui no blog...e eu...
eu gostei de ver o poeta mesmo que por uma frase...


Jorge Aragão e Emílio Santiago - Espelhos D'água

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Sentimentalidades

Teve saudades, teve medo, sempre foi muito segura, mas teve medo...
Queria lhe escrever e revelar a sua verdade... mesmo que fosse só para aliviar o seu silêncio...
Mas o medo, medo, medo...
O medo de se deixar levar pelo seus olhos...lindos olhos...dominavam o seu sentir...tudo o que existia nela...
Sua pele branca lhe fascinava e quando ele tocava sua cabeça era como se tocasse a dela...
Se perguntava como era possível algo assim...mas acontecia sem que ela esperasse...
Então o medo...e a saudade...o medo....e a saudade....
Não aguentava mais esta saudade e pegou o seu retrato, era mais forte que ela...
Precisava olhá-lo!
E nessa descoberta, palavras doces lhe invadiam a alma...como se ela tivesse tido um momento único com ele...
Era Arnaldo Antunes recitando versos ao som de Marisa Monte..."Amor I Love You"


"Tinha suspirado... tinha beijado o papel devotamente.
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades
E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas
Como um corpo ressequido que se estira num banho tépido.
Sentia um acréscimo de estima por si mesma,
E parecia-lhe que entrava enfim
Numa existência superiormente interessante
Onde cada hora tinha o seu encanto diferente
Cada passo conduzia a um êxtase
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações"

AMOR I LOVE YOU - Marisa Monte

domingo, 22 de junho de 2008

O ESPELHO

Ela se levantou e caminhou até o espelho grande na parede...
Olhou bem dentro dos seus olhos e lá ficou...minutos antes, havia lido a carta que ele deixou sobre a mesa perto da porta...
Seus olhos abertos e petrificados ficaram olhando sua imagem.
Os pensamentos não se organizavam, sentia frio e o que a mantinha ali em pé, era o sol do inverno que tinha acabado de chegar e lhe tocava a face...
E assim ficou por horas...até que começou a lembrar letra por letra das palavras do seu amante... o papel da carta estava completamente borrado com as suas lágrimas...as letras se misturavam...ela suspirava e se consumia...
Ele havia explicado tudo, contado toda a verdade... o verdadeiro motivo que os separava tão bruscamente um do outro...sua partida...
Um amor que ela jamais tinha experimentado... se reprovava por não ter lhe dito a verdade sobre seus sentimentos...
Nada fazia mais sentido...apenas aquele olhar que paralisava sua face...
O sol foi partindo de seu rosto, o frio entrava pela sua pele congelando sua alma...ainda, em frente ao espelho que tinha lhe prendido por todo o dia...começou a respirar curto e rápido como quando se quer chorar...
Por um momento, fechou os olhos...escutou o vento arrastando as folhas das árvores...ergueu uma de suas mãos, tocou seus lábios secos e imobilizados...virou lentamente a cabeça para a janela... abriu os olhos...entre as folhas caindo e a noite surgindo, viu algo se movendo em sua direção...
Com muito esforço caminhou até a porta, colocou um casaco velho e amassado que estava pendurado ao lado...abriu a porta e fixou os olhos naquele ponto vindo ao seu encontro...
Era ele, vindo com um ar de quem havia caminhado por horas para chegar até alí...rosto pálido, nariz vermelho e o olhar apaixonado...parou a uns trinta metros dela...
Ela pode ver nos seus olhos a dor de amor que consumia não só a ela...
Sorriu...caminhou até ele...fechou seus olhos e ergueu a cabeça para o céu agradecendo...
Ele, tomou suas mãos até seus lábios e as beijou devotamente...
E se tocaram no olhar...
*-*

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Esse seu olhar...

Ela sente que é observada, por olhos que lhe perseguem já faz algum tempo.
Mas quando olha, os olhos dele se escondem...
Então, ela fica imaginando o que passa por trás daquele olhar...e sabe que ele imagina também...
Olhos de menino com postura de homem, respira fundo seduzida por ele, pelo seu jeito...
Silenciosa, sente aquele olhar passar pela sua nuca novamente... pisca os olhos e se distrai por alguns instantes, ela olha e não entende, ele se esconde, então ela percebe...e assim os dias vão passando...
O medo da aproximação é evidente, ela foge e quando fica perto dele, mau consegue respirar...como uma criança envergonhada...sente medo...foge do controle dela...
Um estranho, completamente conhecido por ela...
Admiração? Sim, o admira sem que ele saiba e talvez por isso sente seus olhares...
Ela sabe que seria um alvo fácil de preconceito...já foi atingida pelo veneno alheio... (ela não suportaria!)
Sua vida é confusa e disfarça seus sentimentos...que são só seus.
A dúvida é o preço do que ela sente...
*-*

domingo, 13 de abril de 2008

Meu pai gostava e eu também!

Finalmente era sexta-feira.
Dia em que eu viajava com meu pai para sua casa no interior de São Paulo.
No caminho, ele gostava de prosear, contar histórias e eu de ouvir cada uma delas sempre muito boas.
Mas além da prosa, gostavamos de aproveitar o final de semana na represa da região para pescar.
No sábado, bem cedinho, era o momento de se equipar, eu colocava minha galochinha, arrumava uma mochila com alguns apetrechos tipo: toalha de rosto, bandaide, boné, garrafa de água, protetor solar e equipamentos de pesca...
Muito rapidamente engolia o café da manhã...e lá estavamos nós a caminho da represa.
Não era nada fácil a chegada, deciamos um morro bem alto e cheio de perigos, que me sentia nos filmes de Indiana Jones... escorregava, caia, afundava o pé na lama...terrível e adorável ao mesmo tempo...
Mas o legal das aventuras, era compartilhar com meu pai desses momentos...o bom, é que eu sabia o quanto era especial.
Passava a maior parte do tempo arrumando as iscas (micro peixes ou minhocas) para ele pescar os peixões, ele é que tinha o equipamento adequado...eu era uma espécie de assistente...mas... eficiente!
Ficávamos lá...em silêncio...(norma de pescador) e quando vinha o peixe era a nossa festa...
Podia fazer chuva e sol, nada nos detinha, enfrentavamos o tempo e os peixes da represa...bem verdade que eu não achava tão bom assim ver os pobrezinhos fisgados com aquele anzol gigantesco...mas a aventura era essa mesmo, então eu me conformava.
E assim, eu ficava olhando a boia flutuando...e muitas vezes a imaginação corria a solta...em alguns momentos eu parava para vê-lo pescar e com toda serenidade do mundo ele ganhava todo o espaço com sua pessoa...gente do bem esse meu pai... aliás, éramos mais amigos do que pai e filha...
O dia passava...pela tardezinha, íamos rumo a estrada de terra ao encontro de alguém combinado ou pegar caronas, muitas vezes na parte de trás dos caminhões como os boia fria...experiências...
Chegando na casa de meu pai, vinha a parte de cuidar das bolhas do pé, tomar um banho quentinho, jantar e ir para a varanda (nos dias quentes, claro), jogar conversa fora...ficar ouvindo as músicas que vinham da casa vizinha, um violão e boca que cantava músicas regionais/caipiras... e eu que não gosto nem um pouco disso, ficava olhando para a noite escura,o céu estrelado e meu pai ali falando e rindo...das nossas aventuras do dia...e eu nunca mais vou esquecer disso!
*-*


Almir Sater e Renato Teixeira, fizeram parte desta fase e uma das músicas que eu ouvia da varanda com meu pai era... "No Rancho Fundo".

quarta-feira, 26 de março de 2008

Co_lo_rin_do!

Vida dura esta da cidade grande...muita correria...o tempo, pouco tempo para muita coisa.
Para ela não seria diferente, mesmo adorando o que faz, o problema é que as coisas já não faziam muito sentido para o que sentia...
Se colocou a pensar...estava em busca de valores mais profundos e dentro do sufoco do dia-a-dia, não estava mais conseguindo atingir este seu objetivo...as coisas...as pessoas...lhe pareciam muito superficiais e a deixavam triste.
Tomou uma atitude que a tempos não tomava, inesperada, deixando todo o resto para trás...pegou a mochila e tomou um rumo estrada a fora...iria dar mais colorido para a sua vida...
Levou duas horas e quinze minutos para sair da cidade grande, isso significou...muito transito, muito sol, muito calor e muita poluição...até que conseguiu pegar a estrada, ela não sabia o que viria pela frente, mas estava determinada a dar mais cores para aqueles dias...
No primeiro momento, olhou a paisagem que se apresentava completamente verde...depois foi percebendo os tons de verdes diferentes...a medida que avançava mais na estrada, iam aparecendo tons de amarelos, brancos e azuis...quando fez uma curva bem acentuada, conseguiu visualizar uma plantação de girasois...simplesmente linda...estava se sentindo em uma tela de Van Gogh como no filme sonhos de Akira Kurosawa, era a pintura mais realista que já tinha visto...e se imaginou correndo entre os girasois levando uma tela de baixo do braço para ser colorida...
Então prosseguiu...
No rádio do carro tocava Elton John, que lhe fazia compania e ajudava ela ilustrar aqueles momentos...
Havia muitas nuvens se formando no céu, estavam sendo generosas com ela cobrindo parcialmente o sol que fervia sobre a pista...mirando bem a diante, estas nuvens se transformavam em vários tipos de bichos, alguns de bocão bem abertos, pena que logo se diluíam...neste mesmo momento, observou uma revoada de pássaros bem no meio da estrada e mais uma vez sua imaginação a levou para bem longe...lá estava ela voando junto com os pássaros...o mais alto que podia...mas gotas de chuvas a trouxeram para o chão... e sem exitar, parou o carro no acostamento, tirou os sapatos e as meias, ergueu as barras da calça e pisou na grama gelada que lhe refrescava os pés...caminhou um pouco e parou...ergueu a cabeça...sentiu ser acariciada pelas gotas da chuva e pelo sol que também estava ali...ficou olhando o céu azul entre as nuvens que pareciam algodão...sorriu!
Depois, olhou para frente e lá longe, do outro lado da estrada, viu uma casinha branca com janelas e porta azuis, completamente isolada no meio de tanto verde e em segundos sua imaginação a levou para lá...desta vez, levou pincéis e cavalete para colocar a sua tela e começar a pintar...se viu sentada dentro da casa com as janelas e porta abertas, a luz do dia ainda alcançava seu rosto e ela pode desenhar sua visão...grandes olhos negros...
Retomando a realidade, agradeceu aquele momento tão especial...e prosseguiu colocando a tela já iniciada no banco do passageiro...
Em cada cidadezinha que passava, as cores iam tomando tudo e todos...o sorriso, a simplicidade, os gestos das pessoas...tudo ajudava as cores ficarem cada vez mais vivas...até que avistou o exército da salvação...muitos e muitos eucalíptos, todos grudadinhos...uma a um...era como se estivessem de mãos dadas equilibrando o oxigênio que entrava em seus pulmões...e mais uma vez se viu sentada entre eles, completando aquela aquarela...o desenho ia tomando forma...já tinha olhos, nariz e boca...só estava faltando a forma daquele rosto...
Despertou...e naquele instante viu que já tinha passado a entrada do seu destino, teve que achar um retorno para voltar e foi nesse momento que viu um arco-íres que passava de um lado da estrada para o outro...se colocou subindo este arco-íres com o carro e lá no topo, deu forma ao rosto de sua aquarela...
Voltando...
Pegou a entrada certa na estrada e continuou a sua jornada feliz da vida...nem se dava conta do que estava acontecendo ali...as cores não lhe davam mais tréguas...estavam por todas as partes...invadiram tudo...
A chuva partiu, o céu se abriu e o sol estava novamente ali, mas já estava fraquinho com o cair da tarde...um entardecer bem modesto e brilhante...
Então percebeu que a viagem que deveria ter uma duração de duas horas e meia, já estava em cinco horas...se atentou ao significado do tempo naquele momento...e chegou ao seu destino.
Mais a noitinha, sentada na sala da casa grande, comendo um pedaço de batata doce, debruçada sobre a mesa, olhou pela janela e viu a lua que banhava com seu brilho prateado a represa que ficava bem em frente da casa...pensou que estava só naquele momento de intimidade total com a noite e se virando para a parede, lá estava ela...a tela aquarelada...com aquele rosto finalizado...de um homem iluminado pela luz do luar que entrava pela janela...rosto comprido com olhos grandes e negros que olhavam para ela com a mesma alegria dela...ele podia compartilhar daquele momento especial dela...e ela...
Ela sorriu para aqueles olhos...os mesmos olhos que carrega consigo todos os dias...
*-*

sábado, 15 de março de 2008

O Menino e a Estrela...

Escrevi este texto em novembro de 2007.
Como eu estava aqui relendo alguns posts, achei que hoje este texto faz sentido com o meu contexto atual aqui no blog...e resolvi postá-lo novamente...com um diferencial...hoje eu sei quem é o menino! *-*


...Era um dia de sol, céu azul...
O mar estava agitado...uma onda gigante cuspiu para a areia, uma estrela do mar, que acabou presa na areia da praia...
Quando a estrela percebeu, não tinha mais como voltar para o imenso mar...e ali ficou...passaram-se vários dias e ela não tinha como alcançar o mar...
A estrela estava por um fio, o que a mantinha viva eram as chuvas que caiam de vez em quando...ela aproveitava cada gota e se enchia de esperanças...
O dia amanheceu...era um dia diferente...alguém caminhava pela areia...era um jovem cheio de esperanças e o mundo para conquistar, como aquela estrelinha que estava por um fio...ele caminhava feliz da vida, todos os seus sonhos estavam depositados ali naquele céu azul que refletia no mar e abraçava a areia branca...ele caminhava pensativo, olhando para o céu...distraído...quase pisou na estrela...parou...e reparou que havia algo ali....a areia cobria a estrela quase por inteiro...ele abaixou e retirou a pobrezinha que estava preza por muitos dias...limpou a areia que estava sobre ela e continuou andando...ele reparou que a estrela estava muito seca...olhou novamente com mais atenção e por um momento...ele ficou agoniado de tê-la em suas mãos e resolveu jogá-la ao mar...a estrela teve medo...achou que era o seu fim...girou, girou e girou até cair no mar...adormeceu...
Quando acordou, estava cheia de vida, radiante naquele imenso mar...estava tão viva como a tempos não sentia....girou e nadou muito rápido para dentro do oceano, tinha muito para conquistar....pensou no rapaz que salvou sua vida...e desejou que ele fosse salvo também...

E Dalva de Oliveira cantou "Estrela do mar", vale ouvir é muito lindinha a melodia...doce como esta história...uma história de amor pela vida e por quem nela está...

segunda-feira, 10 de março de 2008

Sonhar, no mundo da Lua...

Como encanto, do encanto que estou...do sonho quase terminado, mas a ele retornei...como o ar que respiro...pelos toques no teclado do poeta...não há nada melhor que sonhar.
Com o canto suave e terno de Dalva de Oliveira na interpretação de Danilu, falando das estrelas e do grão de areia, que imaginavam coisas de amor...pude ver o rosto do poeta como sempre vi nos meus sonhos...
Estava entrando no mundo real e deixando o sonho de lado...mas retomei minha inspiração com aqueles olhos que penetram minha alma...
Mesmo quando me olha com certo desprezo...tem paixão em sua alma...talvez ele nem se de conta disso...mas não importa...
O sonho pode até tornar-se realidade, mas sempre deve ser com a suavidade do lado mais puro e terno das estrelas que se encontram no céu e no mar...

Com o seu encanto...sua beleza de menino... ele me trouxe alegria nos meus dias...assim o será... enquanto ele for a minha estrela e grão de areia e eu a própria constelação...e sorrindo voltei ao mundo fantástico que encontrei aqui... rolando pela noite adentro, como a lua que sou e alma gêmea das estrelas....o seu sorriso, aquele sorriso... foi a minha última visão desta noite tão terna...
*-*

Estrela do mar
Dalva de Oliveira

Um Pequenino Grão De Areia
Que Era Um Pobre Sonhador
Olhando o Céu Viu Uma Estrela
E Imaginou Coisas De Amor

Passaram Anos, Muitos Anos
Ela no Céu e Ele no Mar
Dizem Que Nunca o Pobrezinho
Pode Com Ela Se Encontrar

Se Houve Ou Se Não Houve
Alguma Coisa Entre Eles Dois
Ninguém Soube Até Hoje Explicar
O Que Há De Verdade
É Que Depois, Muito Depois
Apareceu a Estrela Do Mar

quarta-feira, 5 de março de 2008

Um olhar diferente...

Um dia desses, estava eu comprando um presente para um amigo, em uma dessas livrarias gigantes da Siciliano, aquelas que você vai…entra e não sai mais…vira um problema...você não sabe o que levar...
Foi por uma boa causa a minha ficada lá...
Olhei alguns CDs, depois fui para os DVDs, aí fui ver revistas e mais adiante me peguei nos livros...
Bom, até aí tudo igual…massss…sem que eu percebesse, estava na seção de livros infantis, sentada em uma cadeirinha de criança, olhando e lendo alguns livros que peguei na prateleira e coloquei sobre uma mesinha…
Passei um bom tempo ali…até o vendedor sentou do meu lado e ficou falando sobre os livros, falava, falava, empolgado, falava…me contou até algumas histórias…depois se foi.
Achei graça…
Continuei entretida com os livros...
De repente...uma mão pequenina se apoiou no meu ombro…
Virei…olhei…era uma garotinha de uns 6 aninhos, usando óculos escuros, cabelos presos, um vestidinho azul, com cheirinho de talco…muito bom o cheirinho de talco…sorrindo…
Do nada, perguntou o que eu estava fazendo ali…
Pensei…depois olhei bem para ela e respondi que estava lendo histórias de criança…
Ela sorriu novamente e perguntou porque?
E eu disse… adoro…é isso…adoro…!
Então ela sorriu novamente e pediu para que eu contasse uma história para ela…
Escolhemos a história da família de ursos…
Ela não podia ver…mas prestava atenção como eu nunca tinha visto antes…
Conforme eu ia contando a história, via suas expressões...sorria, ficava séria...franzia a testa... e aquilo bateu lá dentro de mim…aquele rostinho que até o momento era desconhecido…virou tão familiar…estava me sentindo em casa…
Ao terminar a história, seu pai se aproximou chamando a garotinha para irem embora…só aí, perguntei para ela qual era o seu nome…?
Marta, disse feliz da vida…
Quando fui dizer o meu nome, aquelas mãozinhas se puseram no meu rosto…fazendo reconhecimento… as pontinhas dos dedos foram deslizando pelos olhos, nariz e boca…então me disse:
—Você é a moça que conta histórias…
E eu fiquei sem ação…não conseguindo falar, algumas lágrimas caíram no meu rosto, dei um beijo em sua bochecha e vi ela partindo…sorrindo e brincando…pensei…fiquei olhando…vendo ela já longe…
Isso me deu uma idéia…
Deste dia para cá, algo mudou dentro de mim…e só hoje estou me dando conta…e com um leve sorriso nos lábios…lembrei do seu sorriso…*-*

sábado, 16 de fevereiro de 2008

"CARETAS"

Chega de lamúria...e vamos as caretas!
Caretas sim...aquelas que a gente faz o dia inteiro e não percebe...caretas que fazem parte da gente...

Explicando:
Careta (o diminutivo de cara, rosto, face) é um conjunto de expressões faciais com objetivo de provocar o riso em quem as vê. São incontáveis as formas de se fazer caretas: esticando os lábios, arreganhando os dentes e os olhos franzindo a testa, inflando as bochechas, etc. As caretas antigamente eram muito mal vistas, pois eram consideradas desrespeito contra os mais velhos, normalmente alvo de tais expressões, feitas por crianças mal-criadas. Muitos atores e piadistas se notabilizaram pela reputação de careteiros: Jim Carrey
[Wikipédia]

O post é o seguinte:
Tudo começou quando virei com o carro em uma esquina perto de casa.
Um homem bem apanhado foi se virar para espiar sei lá o que e deu uma baita olhada para o chão, eu não pude deixar de perceber sua expressão. O rosto ficou completamente enrugado com os olhos estálados...ele nem se deu conta da careta terrível que tinha acabado de fazer e retomou a postura...
Daí pra frente, comecei a reparar nas caretas que fazemos durante o dia, deu para fazer uma lista delas:
- A dona, que atravessa a rua e os olhos que quase saltam-lhe a face...
- O homem que pisca os olhos sem parar...
- A mulher que lança um olhar sensual para o homem que passa do seu lado, vira o pescoço, faz cara de quero mais e fecha os olhinhos...em seguida, a erguida de sombrancelhas do alvo e a cara de satisfação dele, enrugando a testa ao reparar que está sendo paquerado...
- O homem falando no celular, cada palavra uma torcida de nariz, o rosto que não para quieto e as sombrancelhas que vão para cima e para baixo...este estava muito engraçado...

Alguns colégas de trabalho ao se concentrarem na tela do computador, fazem caretas de todos os tipos, vou colocar apenas algumas que são rotineiras e que na surdina acabo dando risada por dentro...é divertido vai...
- Um deles fica com expressão de riso e olhos franzidos o tempo todo em que escreve...
- Outro que estála os olhos...
- O que fica com cara de sono o tempo todo...às vezes me incluo nesta categoria de caretas...
- O que torce a boca enquanto escreve...
- O que morde a língua...
- O que não pisca e nem muda a expressão (esté é incrível, passa horas do mesmo jeito)...
- O que dorme na frente do micro, (dorme mesmo, a boca fica aberta e a cabeça cai), várias pessoas já viram esta cena, só falta roncar...
...sem falar de mim, que acabei reparando o quanto torço a boca e errugo a testa durante o dia... Cada um me faz rir por dentro de formas diferentes...é muito bom vc olhar para as pessoas nesta situação e elas nem se darem conta de quanto estão engraçadas...principalmente no trabalho.

A careta que mais me chamou a atenção de todas nesta semana, foi a do homenzinho na Paulista...aquele que fica com os chinelinhos na mão e juelheiras para se locomover (ele tem defeito nos pés), está sempre com um sorriso nos lábios...esta foi a melhor careta!