"Tudo começou pelo olhar. Foi nos meus olhos que o amor começou...Eu só tinha aquilo que meus olhos ofereciam: uma imagem. Imagens são criaturas de luz. Foi isto que meus olhos viram, foi isto que amei..." [Rubem Alves]
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domingo, 10 de janeiro de 2010

A LETRA "P"

[Recebi este texto de pessoas queridas, achei GENIAL!]

ESCRITO SOMENTE COM PALAVRAS INICIADAS COM A LETRA "P":


"Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.

Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora.

Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.

Porém, pouco praticou, pois Padre Pedro pediu para pintar panelas porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.

Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.

Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.

Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo pico, pois pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois,pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.

Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precatar-se.

Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundo pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal.

Povo previdente! Pensava Pedro Paulo. Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.

Passando pela principal praça parisiense, partindo para Portugal, pediu para pintar pequenos pássaros pretos. Pintou, prostrou perante políticos,populares, pobres, pedintes.

* Paris! Paris!Paris! - proferiu Pedro Paulo - parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.

Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.

Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai.

Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal.

Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:

* Pediste permissão para praticar pintura,porém, praticando pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?

* Papai - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.

Primeiro, pegaram peixes pequenos,porém,passando pouco prazo, pescaram pacus,piaparas,pirarucus.

Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.

Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios.

Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...". Permita-me, pois,pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar...

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Elogio da loucura






Em dia de férias a gente retoma o bom habito da leitura.
Acho que muitos já conhecem este livro "Elogio da loucura" de "Erasmus Roterodamus" (filósofo humanista que viveu nos séculos XV). Para quem ainda não conhece, eu recomendo.
Em tom conversativo e provocador, Erasmo de Rotterdam, cria um personagem muito conhecido: a loucura. Indignada com a falta de elogios a seu respeito, a loucura resolve, elogiar a si própria e mostra o quanto está presente na vida da sociedade. Falando sobre os mínimos detalhes das ações humanas, ela mostra que está mais presente do que se imagina e revela-se de tal forma necessária e sedutora que acaba por atrair até a simpatia do leitor.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

IDEIA GENIAL











[Esta matéria foi publicada no blog (diariosdabicicleta), eu adorei a notícia e acabou ganhando um post aqui. É muito legal esta ideia.]

Flores, balinhas e malabares de folga


Por Silvana Tavano (diariosdabicicleta)

"Dinheiro eu não tenho, mas estou aqui com uma caixa cheia de livros. Quer um?" Com essa frase na ponta de língua, o editor Rodrigo Ratier, da revista Nova Escola, saiu pelas ruas de São Paulo para fazer uma experiência: oferecer um livro toda vez que alguém pedisse dinheiro no semáforo. A ideia era dar o presente e depois voltar pra conferir a sequência da história. Ele e o fotógrafo Rogério Albuquerque viram muitas cenas como essa -- crianças e adultos sentados no meio-fio, folheando o livro que tinham acabado de ganhar.

domingo, 26 de outubro de 2008

Eu canto porque estou feliz...

Hoje, visitei mais um texto (novo) de alguém que escreve... "o poeta"... e lá estava ele perfeito nas entrelinhas de suas palavras...saudades...
Para ilustrar este momento, Lauryn Hill e Tanya Blount, cantando "His eye on the sparrow "...

...e assim cantam...
"Eu canto porque estou feliz
Eu canto porque estou livre
Eu canto porque estou feliz"

E com vocês...

his eye on the sparrow lauryn hill et tanya blount

domingo, 12 de outubro de 2008

ABRAÇOS













O que um simples abraço
pode causar nas pessoas?


O abraço é uma troca imediata de energias...é quando duas ou mais pessoas ficam parcial ou completamente entre os braços da outra.
Ele acontece em várias situações...

na demonstração de afeto de uma pessoa para outra...
no carinho que sentimos...
no se querer bem...

A campanha do livre abraço, que circulou pela internet, me fez pensar na simplicidade das coisas, de como é fácil ter uma atitude do bem...como é bom acreditar nas pessoas e em você mesmo...como é bom ser simples e pensar que possuímos o poder de colocar em prática essa atitude tão gostosa e tão gratificante...


O post de hoje vai para esta campanha (Free Hugs Campaign) com a música "All the Same"(tradução), de Sick Puppies (uma banda rock de Sydney, Austrália).


Free Hugs Campaign (music by Sick Puppies)

domingo, 28 de setembro de 2008

PROJETOS

Tem tempo para tudo...
Hoje, sem me dar conta, projetos estão se encaminhando tão rapidamente...
• um está relacionado a minha música em construção (parceria com minha grande amiga Paty)...
• outro projeto, são dois textos que enviei para um concurso de novos escritores (lógico que este é sem pretensão alguma, serve mais como um exercício de inspiração que tenho com o poeta)...
• outro ainda, criando vídeos (acabei de executar um para um amigo)...
• mais um sobre fotografias (inicia com um work shop, na escola Panamericana, dia 14 de Outubro)...
• também, um bom livro em andamento "Os caminhos de um pracinha" (trata-se de histórias narradas da segunda guerra mundial), fui ao lançamento ontem, o autor é "Vicente Pedroso da Cruz", de muito valor, vai sair uma nota na Folha de São Paulo...


Me toquei de como o tempo tem sido generoso e me da tempo pra muita coisa...

Ouvindo "Vento Negro" de "Kleiton & Kledir", me senti muito viva como um furacão, arrastando tudo o que houver no chão...

Vento Negro (por Kleiton & Kledir e Vitor Ramil)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Nem a rosa, nem o cravo...

Jorge Amado

As frases perdem seu sentido, as palavras perdem sua significação costumeira, como dizer das árvores e das flores, dos teus olhos e do mar, das canoas e do cais, das borboletas nas árvores, quando as crianças são assassinadas friamente pelos nazistas? Como falar da gratuita beleza dos campos e das cidades, quando as bestas soltas no mundo ainda destroem os campos e as cidades?

Já viste um loiro trigal balançando ao vento? É das coisas mais belas do mundo, mas os hitleristas e seus cães danados destruíram os trigais e os povos morrem de fome. Como falar, então, da beleza, dessa beleza simples e pura da farinha e do pão, da água da fonte, do céu azul, do teu rosto na tarde? Não posso falar dessas coisas de todos os dias, dessas alegrias de todos os instantes. Porque elas estão perigando, todas elas, os trigais e o pão, a farinha e a água, o céu, o mar e teu rosto. Contra tudo que é a beleza cotidiana do homem, o nazifascismo se levantou, monstro medieval de torpe visão, de ávido apetite assassino. Outros que falem, se quiserem, das árvores nas tardes agrestes, das rosas em coloridos variados, das flores simples e dos versos mais belos e mais tristes. Outros que falem as grandes palavras de amor para a bem-amada, outros que digam dos crepúsculos e das noites de estrelas. Não tenho palavras, não tenho frases, vejo as árvores, os pássaros e a tarde, vejo teus olhos, vejo o crepúsculo bordando a cidade. Mas sobre todos esses quadros bóiam cadáveres de crianças que os nazis mataram, ao canto dos pássaros se mesclam os gritos dos velhos torturados nos campos de concentração, nos crepúsculos se fundem madrugadas de reféns fuzilados. E, quando a paisagem lembra o campo, o que eu vejo são os trigais destruídos ao passo das bestas hitleristas, os trigais que alimentavam antes as populações livres. Sobre toda a beleza paira a sombra da escravidão. É como u'a nuvem inesperada num céu azul e límpido. Como então encontrar palavras inocentes, doces palavras cariciosas, versos suaves e tristes? Perdi o sentido destas palavras, destas frases, elas me soam como uma traição neste momento.

Mas sei todas as palavras de ódio, do ódio mais profundo e mais mortal. Eles matam crianças e essa é a sua maneira de brincar o mais inocente dos brinquedos. Eles desonram a beleza das mulheres nos leitos imundos e essa é a sua maneira mais romântica de amar. Eles torturam os homens nos campos de concentração e essa é a sua maneira mais simples de construir o mundo. Eles invadiram as pátrias, escravizaram os povos, e esse é o ideal que levam no coração de lama. Como então ficar de olhos fechados para tudo isto e falar, com as palavras de sempre, com as frases de ontem, sobre a paisagem e os pássaros, a tarde e os teus olhos? É impossível porque os monstros estão sobre o mundo soltos e vorazes, a boca escorrendo sangue, os olhos amarelos, na ambição de escravizar. Os monstros pardos, os monstros negros e os monstros verdes.

Mas eu sei todas as palavras de ódio e essas, sim, têm um significado neste momento. Houve um dia em que eu falei do amor e encontrei para ele os mais doces vocábulos, as frases mais trabalhadas. Hoje só 0 ódio pode fazer com que o amor perdure sobre o mundo. Só 0 ódio ao fascismo, mas um ódio mortal, um ódio sem perdão, um ódio que venha do coração e que nos tome todo, que se faça dono de todas as nossas palavras, que nos impeça de ver qualquer espetáculo - desde o crepúsculo aos olhos da amada - sem que junto a ele vejamos o perigo que os cerca.

Jamais as tardes seriam doces e jamais as madrugadas seriam de esperança. Jamais os livros diriam coisas belas, nunca mais seria escrito um verso de amor. Sobre toda a beleza do mundo, sobre a farinha e o pão, sobre a pura água da fonte e sobre o mar, sobre teus olhos também, se debruçaria a desonra que é o nazifascismo, se eles tivessem conseguido dominar o mundo. Não restaria nenhuma parcela de beleza, a mais mínima. Amanhã saberei de novo palavras doces e frases cariciosas. Hoje só sei palavras de ódio, palavras de morte. Não encontrarás um cravo ou uma rosa, uma flor na minha literatura. Mas encontrarás um punhal ou um fuzil, encontrarás uma arma contra os inimigos da beleza, contra aqueles que amam as trevas e a desgraça, a lama e os esgotos, contra esses restos de podridão que sonharam esmagar a poesia, o amor e a liberdade!

O texto acima foi publicado no jornal "Folha da Manhã", edição de 22/04/1945, e consta do livro "Figuras do Brasil: 80 autores em 80 anos de Folha", PubliFolha - São Paulo, 2001, pág. 79, organização de Arthur Nestrovski.atencioso, de terno riscado, aquele, como é mesmo o nome?

sábado, 19 de abril de 2008

Prosa sedutora...

Quando falo de prosa logo lembro de Marina Colasanti, com sua prosa lírica, rica, cheia de detalhes sedutores...um talento que aprecio muito...me identifico com a forma que escreve e descreve as coisas...
Ela é uma escritora e jornalista ítalo-brasileira nascida na então colônia italiana da Eritréia. Ainda criança sua família emigrou para o Brasil com a eclosão da Segunda Guerra Mundial.
Como escritora, publicou 33 livros, entre contos, poesia, prosa, literatura infantil,e infanto-juvenil.
Hoje ela entra para os Amigos do Blog, com o post "ENCÂNTICO", completamente sedutor...



ENCÂNTICO
(Marina Colasanti)

"Estou de partida. Breve, me mudarei para a curva do teu braço.

Busco a terra sem vento, a mansa terra do teu peito. E a batida surda e quente do magma mais profundo, para embalar o meu sono. Busco a tranqüilidade da enseada. Já conheci as águas que é preciso saber. Fui bem além das colunas de Hércules e há muito descobri que por mais longe o mar, jamais despenca. Sereia, lancei meu canto por entre espumas, encantei marinheiros. E eu própria naveguei, seguindo as estrelas do céu, contando as estrelas do mar, até chegar a portos dos quais nem suspeitava a existência.

Agora é tempo de lançar as tranças na água e deixar que se enlacem nos rochedos, ancorando-me ao meu destino. Escolho o teu lado esquerdo, onde me beija o sol poente. E espero que a tua mão direita amaine as minhas selas. Assim, acima do teu coração, encosto a cabeça. E pequena como um grão, deito raízes. Aprenderei a conhecer-te através da planta dos meus pés, como o cego sabe onde pisa, como o índio conhece a trilha? Se for mansa, a maré das colinas, terei certeza de que dormes, ou pensas em silêncio. Se, de repente, meu solo se encrespar, tangido por um vento só teu, será o frio que te toca. O medo, saberei no tremor subterrâneo. E quando o suor correr farto, enchendo rios sem peixes, ameaçando me levar, será tempo de calor, será o verão cantando na tua pele.

Aprenderei a tatear-te com as mãos, a procurar meus caminhos nos valões dos músculos. Fluirei devagar, dormirei nas axilas. Não preciso de casa. Não preciso de abrigo. A terra da tua carne é quente e nada me ameaça. Posso deitar-me nua, dormir tranqüila, ou ficar acordada, olhando para o alto. O céu é calmo, as nuvens passam, indo a outros lugares. Nenhuma traz a chuva, ou a tempestade. Não preciso de pente, não preciso de panos. O orvalho da tua pele me banha de manhã e a tua respiração arruma os meus cabelos. Só quero um cavalo. Galoparei com ele as dunas do teu corpo, descerei pelos braços, avançarei pelas mãos, arriscando-me à queda nos penhascos dos dedos. Explorarei o teu ventre, matarei a minha sede no poço do teu umbigo. E, armada de desejo, penetrarei na selva dos teus pelos, emaranhada e perfumada noite, delta dos sumos, labirinto que imperioso, me chama e suave, me perde. Só depois, percorridas as pernas, visitados os pés, voltarei corpo acima, ventre, peito, subindo em peregrinação até o pescoço, repousando no vale da omoplata.

Talvez leve um cantil para a dura escalada do teu queixo. Subirei com cuidado, usando como apoio os fios de barba, procurando a caverna das orelhas para repouso e abrigo. Barulho não farei, prometo. Nada que te perturbe. Talvez no dia seguinte, ou mais ainda, passando-se outro dia na difícil subida, eu procure chegar até teus olhos. Se estiverem fechados, sentarei com paciência, esperando o milagre da íris descoberta nascer do olho que se renova a cada despertar, astro de luz, surgindo sob o horizonte da pálpebra. Se estiverem abertos, sentarei à beira deste lago, fonte, olho d'água, encantada com a dança dos reflexos, ilusórios peixes, deslizando suas sombras sob um fundo sem algas. E haverá um momento em que, vencendo o medo, mergulharei na transparência, para nadar em direção ao redemoinho negro da pupila.

A aresta do nariz é perigosa. Eu bem conheço a sua linha sinuosa, sua falsa maciez sobre o duro arcabouço. Não convém que a acompanhe. Seguirei pelo lado, encostando-me às arestas, esgueirando-me para não ser tragada. Não tentarei desvendar o mistério do sopro. À boca, chegarei com respeito. Virei pelo canto, descendo ao lábio inferior, o mais carnudo. Avançarei deitada, rastejando-me de leve na pele úmida, até chegar à borda. E me debruçarei sobre as palavras. Breve me mudo para a curva do teu braço. Não saberei mais de você do que já sei. Nem você saberá mais de mim. Mas talvez assim perto, encostada na raiz do teu ser, eu possa me esquecer de onde começo e me esquecer em ti na minha entrega."

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

"A_TRA_ÇÃO"

O texto abaixo, é de um blog que visitei.
Gostei da forma como ela (que assina como amiga oculta), trata a questão, atração e sedução.
Cada vez mais, me coloco na sede do "saber"...do "conhecer"...do me conhecer...de admirar pessoas que sentem e colocam este sentir a disposição de todos...e me surpreendo com tanta gente bacana que tem nesse mundo afora, cabeças interessantes, gente que se deixa viver...tudo bem, que é mais fácil colocando no papel...

Acho que todos temos um porém que incomada...às vezes me pego fugindo... de algo que realmente tem importância, tem valor real... como o "diabo foge da cruz"...uma covarde....rs*

Como eu sou refém das minhas próprias atitudes (já dito aqui antes), vou sempre ao encontro de quem tem algo de bom para dizer e me calo ainda mais, diante de tanta coisa boa em que posso admirar e aprender...quem sabe, até, colocar em prática...

Me calo, porque reflito e acabo deixando falar ainda mais alto ao coração...como diz Lulu Santos.

Então giro por ai...

ATRAÇÃO/ SEDUÇÃO
Me chamaram de sedutor. Gostei.Sedução é atração. Krsna significa "todo atrativo". Silvio Santos é um sedutor, alta atratividade. Jesus é um sedutor. Osho então, nem se fala ! Acham que sedução só tem a ver com sexualidade, com sexo. Enganam-se, reprimem-se. Atração é magnetismo. Carisma. Carisma vem do grego (charis) graça. A beleza, a poesia, o amor, o poder, seduzem e atraem. Os 12 passos de AA são um programa de Atração.Temos que seduzir, atrair e não promover.Graças ao Gohonzon, Deus, Buda, Krsna, a Física Quântica.... Charis, Graças ao " não interessa o nome mas é realidade", todos somos sedutores, pois, como diz no Bhagavad Gita, temos Deus, Krsna, Atratividade no coração. Pra seduzir temos que ser seduzidos. Seduzidos por um por do sol, por um beijo, pela beleza, pela poesia, pela arte, pela loucura, pela alegria, pela sobriedade. Para seduzir e ser seduzido temos que ter coragem de nos relacionar, de mergulhar e nos aprofundar. Buda foi meditar, quando foi seduzido pelo nirvana, por "atingir" o samadhi, mas só quando se entregou, quando deixou ir, quando relaxou e saiu do controle, é que se iluminou.Seja seduzido pelo Agora. O Agora faz parte de todo o universo. Não confunda o Agora com o momento presente. O momento presente é só seu. O Agora é do Universo ! Seja Total, seja seduzido e se entregue a Vida. Confie. Mergulhe fundo com coragem e profundidade. Viva a sedução ! Rey Biannchi" eu não estou dizendo pra vc acreditar, estou dizendo pra confiar ... Esta é a diferença entre crença e confiança : a crença vem de fora, a confiança vem de dentro.... Por onde começar ? Confie na sua dúvida. É assim que surge a confiança .. Não acredite em Deus, na alma, não acredite na vida após a morte. Confie na sua dúvida e imediatamente um conversão se inicia. A confiança é uma força tão poderosa que, mesmo que vc confie na sua dúvida, terá trazido luz para dentro de si. E a dúvida é como a escuridão. Basta uma pequena confiança na dúvida para que ela comece a mudar o seu mundo interior, a sua paisagem interior. E pergunte ! porque tem medo de perguntar ? questione, questione todos os budas, questione a mim, porque, se existe uma verdade, ela não tem medo do seu questionamento. Se os Budas são verdadeiros, então eles são de fato; vc não precisa acreditar neles. Continue duvidando deles, e mesmo assim, um dia vc verá a confiança surgir."quando vc duvida até o fim, até o mais lógico dos fins, vc acaba se deparando com a verdade.
http://amigosdaotaepoesia.blogspot.com/2007/12/atrao-seduo.html

E girando por aí, os Titãs vieram ao meu encontro...

Epitáfio
Titãs
Composição: Sérgio Britto


Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...
Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...