"Tudo começou pelo olhar. Foi nos meus olhos que o amor começou...Eu só tinha aquilo que meus olhos ofereciam: uma imagem. Imagens são criaturas de luz. Foi isto que meus olhos viram, foi isto que amei..." [Rubem Alves]
domingo, 2 de março de 2008
É bom de mais!
…chove e não molha…aí abre o céu em alguns lugares da cidade…aí chove de novo…e o calor se faz…e o sol aparece…e a chuva cai de novo…
…isso me lembrou alguém…e com esse movimento todo do dia, vi o seu sorriso várias vezes…aqui…pensando…felicidade estampada no seu rosto…coisas dando certo…a vida crescendo em novos desafios…em algum momento, Marina apareceu cantando “Pessoa”…aí a chuva caiu…o sol apareceu…e o céu abriu!
Pessoa
Marina Lima
Olhar você e não saber
Que você é a pessoa mais linda do mundo
Eu queria alguém lá no fundo do coração
Ganhar você e não querer
É porque eu quero que nada aconteça
Deve ser porque eu não ando bem da cabeça
Ou eu já cansei de acreditar
O meu medo é uma coisa assim
Que corre por fora entra, vai e volta sem sair, oh
Oh, não ! Não tente me fazer feliz
Eu sei que o amor é bom demais
Mas dói demais sentir
Olhar você e não saber
Que você é a pessoa mais linda do mundo
Eu queria alguém lá no fundo do coração
Ganhar você e não querer
É porque eu quero que nada aconteça
Deve ser porque eu não ando bem da cabeça
Ou eu já cansei de acreditar
Ou eu já cansei... (refrão)
O meu medo é uma coisa assim
Que corre por fora entra, vai e volta sem sair, oh
Oh, não ! Não tente me fazer feliz
Eu sei que o amor é bom demais
Mas dói demais sentir
Mas dói demais sentir...
Mas dói demais sentir...
sábado, 1 de março de 2008
A certeza que não tenho mais…
—Porque o senhor está tão triste hoje?
Ele, com aquele sorriso que não enganava ninguém, muito menos uma garotinha sabida como eu era, falou:
— Nada não filhota, quando você crescer vai ver como os adultos são bobos, alguns problemas tomam conta e a gente fica assim... com essa cara.
Eu não me contentando, peguei firme na sua mão e falei:
— Pois quando eu ficar grande, nada vai me tirar o sorriso do rosto, não vou dar bola para os problemas, vou só pensar coisas boas e não quero ficar triste assim…
Ele me olhou, sorriu, e continuamos caminhando…
Lembro bem dos sentimentos daquele momento que falei com ele, era aquilo mesmo, eu tinha uma certeza que hoje não tenho mais…virei adulta…talvez, mais rápido do que deveria…sei lá...
Hoje, me pego tendo atitudes que contrariam minhas verdades que são muito levadas a sério. Nem sempre foi assim, porque agora é? Porque não me dispeço com um simples tchau…como faço com todas as pessoas? Porque antes eu não via e agora vejo todo o tempo? Porque fiz com que as coisa fossem assim? Porque assumo tudo o que cai na minha mão, menos isso? Porque aquela garotinha que morava dentro de mim me deixou como tantas outras coisas que se foram??? Porque…?Porque….? Porque…?
Sabe quando você não sabe o porque?
E na calada da noite, depois de uma saideira com amigos…encontrei “Hilda Hilst”, uma poeta apaixonada, poderosa com suas palavras escritas colocadas uma a uma, interpretando seus sentimentos mais profundos…os meus também…E ela se fez aqui!
“De montanhas e barcas nada sei.
Mas sei a trajetória de uma altura
E certa fundura de águas
E há de me levar a ti uma das duas.
De ares e asas não percebo nada.
Mas atravesso abismos e um vazio de avessos
Para tocar a luz do teu começo.
Das pedras só conheço as ágatas.
Mas arranco do xisto as esmeraldas
Se me disseres que é verde a dádiva
Que responde as perguntas da Ilusão.
E posso me ferir no gelo das espadas
Se me quiseres banhada de vermelho”.
HILDA HILST
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
“Da vó do sítio...pra vó do Dito”
Hoje, sinto saudades....muitas saudades...a maioria das pessoas que me acompanhavam naquelas noites...partiram...Só restam as lembranças...que são muito boas! Estas, nem o tempo pode apagar...*-*
O post de hoje vai para “Secos & Molhados”, que ainda sou fã... matei a saudade vendo novamente os vídeos...
Endereço dos vídeos que mais assistia na época, adorava o “O Gato Preto” e "Live 1973":
http://www.youtube.com/watch?v=dDjq5Z_luKY&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=mrJgYwIlG0Y&feature=relatedhttp://www.youtube.com/watch?v=HK_msOCc0II&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=wIyvM9Ce7mM&feature=related
Secos & M
olhadosÉ um conjunto musical brasileiro, criado pelo compositor João Ricardo em 1971. Músicas do folclore português, como "O Vira", misturadas com a poesia de Cassiano Ricardo, João Apolinário, Vinícius de Moraes e Fernando Pessoa. Sua formação inicial era composta por: João Ricardo (violão de doze cordas e gaita), Fred (bongô) e Antônio Carlos, ou Pitoco, como é mais conhecido.
O som completamente diferente à época, fez com que o Kurtisso Negro de propriedade de Peter Thomas, Oswaldo Spiritus e Luiz Antonio Machado no bairro do Bixiga, em São Paulo, local onde o grupo se apresentava, fosse visitado por muitas pessoas, interessadas em conhecer o grupo. Entre os “curiosos” estava a cantora e compositora Luli, com quem João Ricardo fez alguns dos maiores sucessos já gravados no Brasil ("O Vira" e "Fala").
História
Fred e Pitoco, em julho de 1971, resolvem seguir carreira solo e João Ricardo sai à procura de um vocalista. Por indicação de Luli, conhece Ney Matogrosso, que muda-se do Rio de Janeiro para São Paulo. Depois de alguns meses, Gerson Conrad, vizinho de João Ricardo, é incorporado ao grupo. O Secos & Molhados começa a ensaiar e depois de um ano se apresenta no teatro do Meio, do Ruth Escobar, que virou um misto de bar-restaurante chamado "Casa de Badalação e Tédio".
No dia 23 de maio de 1973, o grupo entra no estúdio "Prova" para gravar - em sessões de seis horas ao dia, por quinze dias, em quatro canais – seu primeiro disco, que vendeu mais de 300 mil cópias em apenas dois meses, atingindo um milhão de cópias em pouco tempo.
Os Secos & Molhados se tornaram um dos maiores fenômenos da música popular brasileira, batendo todos os recordes de vendagens de discos e público. Em fevereiro de 1974, fazem um concerto no Maracanãzinho que bateu todos os índices de público jamais visto no Brasil. Em agosto do mesmo ano, é lançado o segundo disco e João Ricardo decide reciclar os integrantes da banda. Em maio de 1978, João Ricardo lança o terceiro disco dos Secos & Molhados com Lili Rodrigues, Wander Taffo, Gel Fernandes e João Ascensão. Surge mais um sucesso do grupo, "Que Fim Levaram Todas as Flores?", canção mais executada no Brasil naquele ano.
Agosto de 1980, junto com os irmãos Lempé - César e Roberto – o Secos & Molhados lança o quinto disco . A quinta formação do grupo nasce no dia 30 de junho de 1987, com o enigmático Totô Braxil, em um concerto no Palace, em São Paulo. Em maio de 1988 sai o álbum "A Volta do Gato Preto".
Simplesmente sozinho, em 1999, João Ricardo lança "Teatro?" mostrando definitivamente a marca do criador dos Secos e Molhados.
Wikipédia
Para encerrar esta noite de recordações, nada melhor que encontrar Vinícius, meu grande poeta, na voz de Secos & Molhados...
Rosa de Hiroshima
Secos E Molhados
Vinícius de Morais
Pense nas crianças mudas telepáticas
Pense nas meninas cegas inexatas
Pense nas mulheres, rotas alteradas
Pense nas feridas como rosas cálidas
Mas Só não se esqueça da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária
A rosa radiotiva, estúpida inválida
A rosa com cirrose a anti-rosa atômica
Sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Admiração!
Admirar alguém significa reconhecer, dentro de uma escala de valores, que uma pessoa seja muito boa mesmo em alguma coisa. Para admirar alguém é preciso antes percorrer os mesmos caminhos e perceber nossas próprias limitações, isso permite reconhecer no outro que ele foi capaz de ir além.
Respeito os poetas como o ar que respiro!
Admiração é um sentimento de assombro, surpresa ou espanto diante de uma situação.
Definição:
1- forte sentimento de prazer diante de (alguém ou algo) que se considera incomum, extraordinário
2- disposição emocional que traduz respeito, consideração, veneração, esp. por pessoa, por obra feita pelo homem, por certo aspecto da personalidade humana
3- pessoa ou coisa admirada
4- segundo um ponto de vista que remonta ao platonismo, sentimento de estranhamento ou estupefação diante de tudo aquilo que, na perspectiva do senso comum, é familiar, óbvio e necessário, gerando a motivação afetiva inicial que conduz um pensador à prática filosófica
5- respeito e afeição
Na Filosofia, a «admiração» é o princípio fundamental para começar a filosofar, ou seja, é um processo atrativo através do qual não passamos indiferentes perante qualquer coisa, colocando-nos em movimento, partindo de coisas simples para coisas mais complexas, terminando no conhecimento de si, como desconhecendo-se («só sei que nada sei», Sócrates) ou desconhecendo as coisas. Assim, admirar-se perante qualquer coisa é ter a capacidade de problematizar o que parecia evidente, procurando esclarecer o que se apresenta como obscuro.
Wikipédia
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Amores Possíveis
De um lado, a vida real se apresenta...alguém resurge depois de tanto tempo e tenta reviver uma história que teve seus momentos bons... lá atrás...faz até juras de amor...parece uma boa chance de amar novamente, mas não é...
Do outro lado, o sonho...quanto mais difícil e distânte se apresenta, mais perto e profundo fica...ocupando todos os espaços...fazendo por vezes, você sofrer e até chorar...parece tão ruim, mais não é...
E o tempo vai passando, a ficha caindo e uma certa melâncolia vai se estabelecendo junto com uma boa dose de "simancol" …
Explicando:
[Simancol é um medicamento imaginário recomendado a pessoas que não se mancam. É usado no Brasil numa forma informal e obviamente com sentido sarcástico. Deriva da expressão se mancar, igualmente um regionalismo do Brasil, com o significado de perceber a inconveniência da sua própria atitude. Wikipédia]
E com uma boa dose de humor...além do remédio simancol (que aplico a mim mesma...rs), eu sugiro para quem tem histórias iguais ou semelhantes a está, um mergulho em qualquer coisa que realmente faça sentido...porque isso não faz sentido…lógico, se for possível...
Como o filme “Amores Possíveis” tem este contexto de encontros e desencontros, ele ganha um post...juntamente com Vinícius no desfecho...
Filme: Amores Possíveis
Sinopse
Há 15 anos, Carlos (Murilo Benício) foi ao cinema para se encontrar com Julia (Carolina Ferraz), sua colega de faculdade, por quem estava apaixonado. Entretanto, a espera é em vão, já que Julia não aparece, deixando Carlos sozinho no hall do cinema. Durante a espera, acontece algo que irá mudar a vida de Carlos para sempre. Quinze anos após este acontecimento, passamos a acompanhar três versões possíveis e distintas da vida de Carlos. Na primeira, ele é um homem que se divide entre a estabilidade de uma vida segura e um casamento morno e o desejo crescente de viver uma paixão. Na segunda, Carlos é um homossexual que colocou a paixão acima de tudo. E na terceira ele é um homem que ainda não descobriu o amor e que busca, em sucessivas e desastrosas experiências amorosas, a mulher ideal. Apenas uma destas vidas é real, sendo que outra é fictícia e a terceira é a que ele gostaria realmente de viver. Mas descobrir qual destas três possibilidades é a vida real de Carlos, é preciso voltar no tempo e conhecer o que realmente aconteceu com ele após a espera por Julia no hall de cinema.
www.interfilmes.com
O mote do filme:
É a questão das possibilidades, o jogo dos "ses". Se Carolina Ferraz encontrasse Murilo Benício naquela noite, o que seria de suas vidas? Se eles se reencontrassem quinze anos depois, o que aconteceria? O filme tenta um jogo formal ousado, narrando simultaneamente as três histórias, sem nenhuma indicação a priori para o espectador quando se troca de uma história para outra. Este nítido caos, na forma e na temática, torna (por que não?) o filme quase um exercício do virtual e do pós-moderno. Na primeira, MB é um executivo sério, casado com uma mulher sem graça mas que lhe dá segurança (Beth Goulart). Arruma uma amante (CF), mas após uma semana em que diz para a esposa que foi viajar a negócios, resolve voltar para a esposa. Na segunda, MB é um homossexual que resolve assumir seu lado e desmanchar seu casamento. Vivendo com outro homem, ele ocasionalmente vê sua esposa por causa do filho. Eventualmente, eles tentam voltar, mas MB acaba ficando com seu parceiro. Na terceira, MB é um garoto playboyzinho que tenta arrumar uma garota perfeita por um programa de computador (CF), mas de fato não consegue abandonar sua mãe (Irene Ravache). As três histórias representam várias gradações, do drama à comédia, do homem forte ao frágil (pelo menos na aparência, porque no fundo a fragilidade do homem é comum nas três histórias, do executivo ao playboy).
O que envolve essencialmente este projeto de Sandra Werneck é o caso típico das comédias românticas de Hollywood: um conflito entre um olhar para o passado, com um olhar geralmente nostálgico, e um contexto típico dos anos 90, com uma maior liberdade formal e uma maior ousadia nos temas. A comédia romântica americana dos anos 80 já veio se modificando, passando por experiências como as de Quatro Casamentos e um Funeral (recusando a união estável), Feitiço do Tempo, O Casamento do Meu Melhor Amigo, etc. No entanto, permanece a mesma, com um olhar nostálgico em vários casos (ver as referências a Tarde Demais para Esquecer em Sintonia de Amor) e com um tom tipicamente americano e reacionário: é um cinema conformista e conservador especialmente em seus finais.
www.geocities.com/Hollywood/Agency
E como carrego comigo alguns poetas que explicam tamanha "dor de amor", Vinícius insistiu em compartilhar deste momento...
Soneto a quatro-mãos
Tudo de amor que existe em mim foi dado
Tudo que fala em mim de amor foi dito
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.
Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.
Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.
Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.
Vinicius de Moraes / Paulo Mendes Campos
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
O cantor, o poeta e a interprete…
Falando em talentos, encontrei um texto novo de alguém que escreve (que chamo de “o poeta”), em uma publicação que eu ainda não conhecia…e lá estava ele com mais uma de suas histórias geniais…envolve a gente da primeira até a última linha e quando acabo de ler o texto, me sinto íntima do poeta…ele me faz tão bem…adorei o personagem viajante…
Depois, encontrei Cássia Eller cantando “Non, Je Ne Regrete Rien”, eu conhecia este clássico da música francesa com Edith Piaf , mas a interpretação de Cássia é excepcional...pega na alma...fiquei ouvindo...curtindo...e aproveitando este momento...desejando muita sorte aos novos talentos...
Apesar de não falar francês, amo o som das palavras...adoraria falar francês, preciso pensar nisso... se eu gosto, porque não estudo? Deveria! Algumas vezes eu me toco de umas coisas...Sou meio RL (raciocínio lento)...ops...Algo me deixa assim, voadora, sonhadora...
O post hoje é seu Cássia...no céu, no sol, no mar....e na (Meia Lua...
Cássia Eller
Cássia Rejane Eller (Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1962–Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2001) foi uma cantora e violonista do rock brasileiro dos anos noventa. Caracterizada por sua voz grave e pelo seu ecletismo musical, interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro, como Cazuza e Renato Russo, além de artistas da MPB como Caetano Veloso e Chico Buarque, passando pelo pop de Nando Reis e o incomum de Arrigo Barnabé e Wally Salomão, até sambas de Riachão e rocks clássicos de Jimi Hendrix, Mutantes, Beatles e Nirvana.
Teve uma trajetória musical bastante variada, porém curta, com algo em torno de dez álbuns próprios no decorrer de 12 anos de carreira. Com uma presença de palco bastante intensa, Cássia Eller assumia a sua preferência por álbuns gravados ao vivo e era constantemente convidada para participações especiais e interpretações encomendadas.
Outra característica importante é o fato de ela ter composto apenas duas canções das que gravou — Eles e O Marginal —, ou seja, assumindo uma postura de intérprete declarada. Vale lembrar que ela chegou a gravar dois álbuns em homenagem a Cazuza.
Wikipédia
Non, Je Ne Regrete Rien
Cássia Eller
Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
Ni le bien qu'on m'a fait, ni le mal
Tout ça m'est bien égal
Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
C'est payé, balayé, oublié
Je me fous du passé
Avec mes souvenirs
J'ai allumé le feu
Mes chagrins, mes plaisirs
Je n'ai plus besoin d'eux
Balayés mes amours
Avec leurs trémolos
Balayés pour toujours
Je repars à zéro
Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
Ni le bien qu'on m'a fait, ni le mal
Tout ça m'est bien égal
Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
Car ma vie
Car mes joies
Aujourd'hui
Ça commence avec toi...
Não, de jeito nenhum (tradução)
Cássia Eller
Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Nem o bem que me fizeram, nem o mal
Tudo me parece igual
Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Está pago, varrido, esquecido
Eu estou farta do passado
Com minhas lembranças, eu alimentei o fogo
Eu não preciso mais deles
Varri meus amores
Junto a seus aborrecimentos
Varri por todo dia
Eu volto ao zero
Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Nem o bem que me fizeram, nem o mal
Tudo me parece igual
Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Minha vida
Minhas jóias
Hoje
Começa com você
Endereço do video
(NON, JE NE REGRETTE RIEN Cássia Eller – Acústico)
http://www.youtube.com/watch?v=wB8ilnhoadI
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Rumo as estrelas…
Eu comentei em um post anterior, sobre uma amiga que estava vivendo seus últimos momentos em um hospital…pois bem…ela se foi …
Partiu para recomeçar…eu acredito e só vejo sentido assim…
O que posso eu dizer sobre a partida…posso dizer alguma coisa por experiência…a partida é um início para o desprendimento…é a compreenção da individualidade…é saber respeitar o momento do outro e o nosso próprio…é procurar não esquecer…é sentir sem sofrer, pois nada melhor que o tempo…o tempo…amigo…ele nos conforta pois seguimos em frente…não tem saída…e nada pode ser modificado a não ser pelo tempo…o tempo…tempo…tempo…tempo…
Silvana, deixou marcas de sua luta pela a vida, de sua alegria e de sua tristeza…a vida lhe deu mais tempo para que isso fosse possível…e foi…
Hoje…deixo aqui o meu amor para quem sabia amar, lutar e se dar para a vida mesmo partindo para as estrelas onde vai continuar brilhando sempre…*-*
PRESENÇA
É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
Mario Quintana
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Diz Que Fui Por Aí...
Passei uma semaninha do cão, mas hoje…hoje foi diferente…aquele brilho voltou…alguma coisa provocou isso…e eu sei o que foi…me fez bem…se eu pudesse eu diria o quanto me faz bem…eu não me importo com o amanhã…mas me importo com o hoje…
Ao som de Fernanda Takai…vou dizendo boa noite, até amanhã…e o dia vai ser bom pelo que sei...*-*
Diz Que Fui Por Aí
Fernanda Takai
Zé Keti e Hortencio Rocha
Se alguém perguntar por mim
Diz que eu fui por aí
Levando o violão
Debaixo do braço
Em qualquer esquina eu paro
Em qualquer botequim eu entro
Se houver motivo
É mais um samba qu'eu faço
E se quiserem saber se volto
Diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Eu tenho meu violão
Pra me acompanhar
Tenho muitos amigos,
Eu sou popular
E tenho a madrugada
Como companheira
A saudade me dói
No meu peito me rói
Eu estou na cidade, estou na favela
Eu estou por aí
Sempre pensando nela
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
I can't take my eyes of you
The Blower's Daughter
Damien Rice
And so it is
E então é isso
Just like you said it would be
Justo como você disse que seria
Life goes easy on me
A vida é fácil pra mim
Most of the time
Na maior parte do tempo
And so it is
E então é isso
The shorter story
A breve história
No love, no glory
Sem amor, sem glória
No hero in her sky
Sem herói no céu dela
I can't take my eyes of you
Não consigo tirar meus olhos de você
I can't take my eyes...
Não consigo tirar meus olhos...
And so it is
E então é isso
Just like you said it should be
Justo como você disse que deveria ser
We'll both forget the breeze
Nós dois vamos esquecer a brisa
Most of the time
Na maior parte do tempo
And so it is
E então é isso
The colder water
A água mais fria
The blower's daughter
A filha do fanfarrão
The pupil in denial
A pupila em negação
I can't take my eyes of you
Não consigo tirar meus olhos de você
I can't take my eyes...
Não consigo tirar meus olhos...
Did I say that I loathe you?
Eu disse que te detestava?
Did I say that I want to
Eu disse que eu queria
Leave it all behind?
Deixar isso tudo para trás?
I can't take my mind of you
Não consigo parar de pensar em você
I can't take my mind of you
Não consigo parar de pensar em você
I can't take my mind of you
Não consigo parar de pensar em você
I can't take my mind of you
Não consigo parar de pensar em você
I can't take my mind of you
Não consigo parar de pensar em você
I can't take my mind...
Não consigo parar de pensar...
My mind...my mind...
Pensar... Pensar...
'Til I find somebody new
Até eu encontrar um novo alguém
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
VERBO SER
Pelo meio da tarde o mundo caiu...
Recebi um e-mail comunicando o estado grave de uma amiga que está no hospital...estado muito sério...
Assim que coloquei meus olhos na mensagem…bateu lá no fundo do peito...uma pessoa nova, com tanta vontade de viver…lutando pela vida…chorei…por ela, por todos que a amam e por mim mesma…
…e no meio do expediente tive que engolir a seco…retomar a postura para que as coisas continuem...
O tempo foi passando e eu não percebi...ou percebi e não dei atenção...o fato é que hoje estamos aqui...amanhã…quem sabe...
Sil…seja tomada pelo amor que todos temos por vc.
VERBO SER
Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.
Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Alguém viu a lua esta noite?
Linda como ela só, vento gelado e ela quase cheia iluminando todo o céu…com sorte, algumas pessoas como eu viram a lua…brilhando esta noite…
A lua cheia me trouxe alguns textos que tenho lido quando rodo por ai…lembrei de um que fala sobre a criação do mundo, um texto rico, inteligente e com um toque de humor…delicia…perfeito! Daria um post dele aqui, talvez um dia…o autor escreve seus textos com uma simplicidade e autênticidade incríveis, ganha a gente…ele é muito bom com as palavras escritas…já li muito dos seus textos por ai...ele tem várias moradias, difícil escolher a leitura...a vida real é muito boa com estes textos...
...tem um outro autor, o das teorias, que também gosto muito, às vezes o texto é sério e muito bom nas suas análises e outras bem divertido…dou risadas sozinha…dois talentos que conheci aqui nas minhas noitadas coloridas…
Isso tudo porque estou em fechamento…rs…parece que não tenho mais nada para fazer, mas com tudo o que tenho feito, ainda sobra tempo para dar um pulinho aqui…
Hoje, como não tenho a origem do mundo…o post vai para dois poemas de Pablo Neruda que também aprecio e gosto muito pelo seu romantismo…um deles está no alto junto a (cmoon, o outro vem agora…uma ótima lua para todos…*-*
O teu riso
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
Pablo Neruda
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
O Lirismo de Cora...
Amo a poesia…amo a sensibilidade dos poetas…amo as vírgulas escritas por eles…assim como amo a música que ilumina a minha alma…
Não vi um dos poetas que admiro tanto, mas achei a ilustre poetiza que me encanta com sua graça…e me coloquei a pensar…
Ela, Cora Coralina, patrimônio de todos nós que amamos a poesia...Mulher de fibra, contadora de histórias reais, de um lirismo sem igual de vida vivida...
Sou apaixonada pela sua simplicidade rica, ela ilumina alguns dias de minha vida em que passeio neste mundo virtual...
Tendo apenas instrução primária e sendo doceira de profissão, nos da sentimentos vivos em suas palavras que pegam lá no coração...
Para quem publicou seu primeiro livro aos 75 anos de idade, se tornou um exemplo do tempo que mostra que sempre há tempo de fazer o que se ama...
Ficou famosa principalmente quando suas obras chegaram até as mãos de Carlos Drummond de Andrade, quando ela tinha quase 90 anos de idade. Sua obra se caracteriza pela espontaneidade e pelo retrato que traça do povo do seu Estado, seus costumes e seus sentimentos.
Um exemplo para todos nós... O post hoje é seu Cora, com todas as glórias...*-*

Assim eu vejo a vida
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Cora Coralina
Biografia:
Cora Coralina (Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas), 20/08/1889 — 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás. Em 1903 já escrevia poemas sobre seu cotidiano, tendo criado, juntamente com duas amigas, em 1908, o jornal de poemas femininos "A Rosa". Em 1910, seu primeiro conto, "Tragédia na Roça", é publicado no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", já com o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911 conhece o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com quem foge. Vai para Jaboticabal (SP), onde nascem seus seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência. Seu marido a proíbe de integrar-se à Semana de Arte Moderna, a convite de Monteiro Lobato, em 1922. Em 1928 muda-se para São Paulo (SP). Em 1934, torna-se vendedora de livros da editora José Olimpio que, em 1965, lança seu primeiro livro, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1976, é lançado "Meu Livro de Cordel", pela editora Cultura Goiana. Em 1980, Carlos Drummond de Andrade, como era de seu feitio, após ler alguns escritos da autora, manda-lhe uma carta elogiando seu trabalho, a qual, ao ser divulgada, desperta o interesse do público leitor e a faz ficar conhecida em todo o Brasil.
Sintam a admiração do poeta, manifestada em carta dirigida a Cora em 1983:
"Minha querida amiga Cora Coralina: Seu "Vintém de Cobre" é, para mim, moeda de ouro, e de um ouro que não sofre as oscilações do mercado. É poesia das mais diretas e comunicativas que já tenho lido e amado. Que riqueza de experiência humana, que sensibilidade especial e que lirismo identificado com as fontes da vida! Aninha hoje não nos pertence. ( ...)."
Editado pela Universidade Federal de Goiás, em 1983, seu novo livro "Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha", é muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da poesia. Em 1984, torna-se a primeira mulher a receber o Prêmio Juca Pato, como intelectual do ano de 1983. Viveu 96 anos, teve seis filhos, quinze netos e 19 bisnetos, foi doceira e membro efetivo de diversas entidades culturais, tendo recebido o título de doutora "Honoris Causa" pela Universidade Federal de Goiás. No dia 10 de abril de 1985, falece em Goiânia. Seu corpo é velado na Igreja do Rosário, ao lado da Casa Velha da Ponte. "Estórias da Casa Velha da Ponte" é lançado pela Global Editora. Postumamente, foram lançados os livros infantis "Os Meninos Verdes", em 1986, e "A Moeda de Ouro que um Pato Comeu", em 1997, e "O Tesouro da Casa Velha da Ponte", em 1989.
(extraído do livro "Estórias da Casa Velha da Ponte", Global Editora)
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Ana Lins de Guimarães Peixoto Bretas, nasceu no estado de Goiás (Goiás Velho) em 1889. Filha de Jacinta Luíza do Couto Brandão Peixoto e do Desembargador Francisco de Paula Lins dos Guimarães. Em 25 de novembro de 1911 deixa Goiás indo morar no interior de São Paulo. Volta para Goiás em 1954, depois de 45 anos.
Faleceu em 10 abril de 1985 em Goiânia
Publicou:
Estórias da Casa Velha da Ponte, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, Os Meninos Verdes, Meu Livro de Cordel, O Tesouro da Velha Casa, Becos de Goiás (1977); e Vintém de cobre: meias confissões de Aninha (1983). Além disso, publicou A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu (Infantil) e Cora Coragem Cora Poesia foi sua biografia, escrita por sua filha Vicência Bretas Than.
Fiquei contemplando vários outros poemas de Cora e um deles me tocou pelas lembranças, “Antiguidades”, me fez recordar os tempos de criança onde tudo é tão real e tão mágico… e Chico, cantou “Gente Humilde” para arrematar o lirismo de hoje…
Gente Humilde
Chico Buarque
Há certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim,
Todo o meu peito se apertar
Porque parece,
Que acontece de repente,
Como um desejo,
De eu viver sem me notar...
Igual a como,
Quando eu passo no subúrbio,
E muito bem,
Vindo de trem, de algum lugar,
E aí me dá,
Uma inveja dessa gente,
Que vai em frente,
Sem nem ter com quem contar.
São casas simples,
Com cadeiras na calçada,
E na fachada,
Escrito em cima, que é um lar!
Pela varanda,
Flores simples e baldias,
Como a alegria
De não ter como lutar.
E eu que não creio,
Peço a Deus, por minha gente,
É gente humilde,
Que vontade de chorar...
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
A tristeza é tão ruim assim?
[Maurice Proust]
Dia desses, estava eu conversando com amigos sobre o que nos deixa tão tristes, porque tem dias que ficamos tão melancólicos…é interessante como para cada um de nós a tristeza pega de um jeito.
Tem gente que gosta de estar triste…outros são mais criativos quando estão tristes…a quem valorize tanto a triteza como sendo algo ruim que acabam sempre tristes…tem pessoas que são tão pessimistas que vivem lendo, ouvindo e convivendo com as desgraças do mundo, alimentando suas tristezas que as vezes levam a depressão.
Nesta conversa “cabeça”…rs…tomei uma certa conciência sobre o sentimento de tristeza e cheguei a uma conclusão: para mim a tristeza é benéfica e não ruim… talvez porque tenho a facilidade de ver as coisas boas do mundo quando estou conectada a ela.
Os grandes pensadores, poetas, escritores, pintores, músicos…se revelam em seus melhores trabalhos, quando estão melancólicos, tristes e por vezes até deprimidos.
O post de hoje vai para a tristeza, quer dizer, o lado bom da tristeza…
ela me faz descobrir sentimentos profundos escondidos em mim mesma, me faz ponderar nos motivos, nas intenções e nos interesses…
Não sou nenhuma estudiosa, ou ex-perte no assunto, apenas gosto de compreender as coisas da vida…então, não veja a minha tristeza como verdade, mas procure respostas para a sua própria tristeza…afinal ela é só sua…
A seguir deixo algumas definições sobre o sentimento de “Tristeza”, e uma entrevista que encontrei da revista Época com o sociólogo Americano Allan V. Horwitz, escritor do “The loss of Sadness”, (A Perda da Tristeza). *-*
Definição de Tristeza:
1 Qualidade ou estado de triste; estado afetivo caracterizado pela falta de alegria, pela melancolia
2 Caráter do que desperta esse estado
Ex.: daquela noite ficou marcada em sua alma
3 Falta de alento; desânimo, desalento, esmorecimento
4 Momento em que preva
5 Falta de alegria; melancolia.
6 Abatimento, consternação.
7 Aspecto de quem revela aflição; mágoa, estado de melancolia, de desânimo, de aflição
Tristeza
É um sentimento humano que expressa desânimo ou frustração em relação a alguém ou algo. É o oposto da alegria. A tristeza pode causar reações físicas como depressão nervosa, choro e insônia.
A tristeza pode ser originada da perda de algo ou de alguém que se tinha de muito valor; esta emoção pode ser potencializada se aquele que sofre de tristeza passa a acreditar que poderia ter feito algo para recuperar ou evitar a perda, mesmo que este algo a fazer seja na prática impossível de se concretizar, e independe da vontade do triste.
É comum a tristeza ser descrita como algo amargo, ou como uma dor, ou como sentimento de incapacidade, ou ainda como algo escuro (trevas).
A tristeza pode ser a consequência de emoções como o egoísmo, a insegurança, a baixa auto-estima, a inveja e a desilusão. São emoções que, quando não são tratadas logo, podem terminar gerando tristeza, ou em casos extremos a depressão nervosa.
Não apenas sintomas psicológicos são resultantes da tristeza. Em casos de angústia prolongada o indivíduo pode passar a apresentar sintomas de hipertensão, problemas de pele e a queda e o embranquecimento precoce dos cabelos. Também o coração pode ficar fisicamente comprometido podendo levar a vítima a quadros graves: arritmia, ataque cardíaco, dentre outros problemas. A tristeza pode vir de fora para dentro; quando é gerada por elementos que circundam o indivíduo; ou de dentro para fora; quando simplesmente surge por uma inadaptação do indivíduo ao meio.
Wikipédia.
Sociólogo americano diz que a psiquiatria transformou um sentimento normal em um problema médico
A revista Época fez uma entrevista com o sociólogo americano Allan V. Horwitz, escritor do "The Loss of Sadness: how Psychiatry Transformed Normal Sorrow into Depressive Disorder" (A Perda da Tristeza: como a Psiquiatria Transformou a Tristeza Comum em Desordem Depressiva)
ENTREVISTA
ÉPOCA – O que significa a “perda da tristeza” que dá nome ao livro?
Allan V. Horwitz – Tristeza é a resposta normal a perdas que sofremos na vida. Agora se tornou comum chamá-la de “depressão”. Algo normal foi transformado em doença. A cultura dos antidepressivos transformou em doença dificuldades que fazem parte da vida.
ÉPOCA – Que sintomas caracterizam a tristeza e a depressão?
Horwitz – Segundo o manual de diagnósticos da psiquiatria (DSM-4), se 5 sintomas de uma lista de 9 durarem mais de 2 semanas, os médicos dizem que há depressão. São eles: perda do humor; perda de interesse por atividades prazerosas; ganho de peso ou perda de apetite; insônia ou excesso de sono; agitação ou apatia; cansaço; sentimento de culpa e baixa auto-estima; dificuldade de concentração e de decisão; pensamentos recorrentes sobre morte ou tentativa de suicídio.
ÉPOCA – Então, qual é a diferença entre tristeza e depressão?
Horwitz –Ficamos naturalmente tristes pelas perdas do dia-a-dia, como de um relacionamento amoroso, de um emprego, de uma notícia de que seu estado de saúde não é bom. Ou quando há condições estressantes – como a pobreza – ou relações sociais em que se sofrem abusos, como os de poder. São situações ruins, mas sofrê-las não significa que algo esteja errado. É diferente da depressão, que surge sem razão específica. Não precisa ter acontecido algo terrível para surgir a depressão, que tem características biológicas. Ainda assim, a maior diferença não é o que acontece no cérebro. É o que ocorre dentro do contexto social. É dar à tristeza o ar de doença.
ÉPOCA – Depois de quanto tempo a tristeza passa a ser um quadro preocupante?
Horwitz – Não existe uma linha divisória definida. Podemos dizer que se uma tristeza dura mais de dois meses algo pode estar errado. Mas não significa que não tenha solução. O que importa é que estão tratando quem levou um fora do namorado e não consegue se concentrar, dormir ou comer direito da mesma maneira que a alguém com sintomas que persistem por longos períodos. Ficar na fossa quando um namoro acaba é a resposta natural a um estresse, e não um distúrbio mental.
ÉPOCA – A tristeza pode ser boa? O que podemos aprender com ela?
Horwitz – Uma situação dolorosa nunca é boa. A tristeza que envolve a perda pela morte de alguém que foi importante para nós é dura e custa a passar. Por outro lado, a perda do emprego e o fim de um relacionamento amoroso são circunstâncias que nos fazem parar para pensar. Revemos defeitos, analisamos conseqüências de nossos atos. Isso ajuda a encontrar equilíbrio na hora de começar de novo. A pessoa ganha maturidade.
ÉPOCA – Como superar as fases mais complicadas?
Horwitz – O melhor a fazer é conversar com pessoas próximas. Falar com amigos e parentes. Procurar o apoio de quem nos conhece é o remédio ideal. A terapia também pode ajudar. Especialmente nos casos em que a tristeza se prolonga.
Fonte: Revista Época
domingo, 17 de fevereiro de 2008
O Silêncio das Estrelas
Uma delas foi este site, http://www.casadosilencio.com.br/, é voltado para as pessoas com deficiência auditiva. Se alguém se interessar…ganhou um post.
No caminho, ainda rodando…como a Lua mudando de fase…encontrei Vinícius de Moraes…e o poema do alto é dele…
Como eu tenho uma afinidade grande com o silêncio das palavras, e adoro as letras escritas... (sinto falta de ler um texto escrito a mão, onde a emoção das palavras se manifestam pelo tremor delas...uma carta...quanto tempo não leio uma carta personalizada com a tinta da caneta)...mas gosto das virtuais tb...então...deixo aqui o meu silêncio…
…ouvinnnnndo… “O Silêncio das Estrelas”. de Lenine…e finalizando este passeio virtual com o poeta Mario Quintana, que recitou “O Silêncio”…em silêncio…*-*
Casa da Cultura do Silêncio
Nos últimos anos, a sociedade tem cobrado de si mesma e da classe empresarial a questão da "Responsabilidade Social". Nós optamos por assumir a nossa e, através de muito trabalho, tornamo-nos uma instituição de referência em contribuir para a integração e igualdade de direitos dos portadores de necessidades especiais, em particular, os surdos, sendo o nosso principal objetivo atender o público surdo, seus familiares e difundir a cultura surda na sociedade, fazendo a Língua de Sinais conhecida.
Por este motivo, em março de 1999 foi fundada a Casa de Cultura do Silêncio pelas irmãs Tâny Mary e Diane Alice, filhas, netas e sobrinhas de surdos.
A Casa de Cultura do Silêncio foi criada para que os surdos no Brasil pudessem ter a sua disposição atendimentos que são considerados essenciais a todos os cidadãos, surdos ou ouvintes. E, ainda, que tenham todos os seus direitos, já assegurados pela constituição e demais leis pertinentes ao portador de necessidades especiais, plenamente respeitados.
Diferentemente da visão patológica do surdo (uma pessoa com deficiência auditiva), vemos o surdo como ele realmente é: um ser humano completo, que como qualquer pessoa possui limitações e que é capaz de superá-las.
O SILÊNCIO
Convivência entre o poeta e o leitor, só no silêncio da leitura a sós. A sós, os dois. Isto é, livro e leitor. Este não quer saber de terceiros, n ão quer que interpretem, que cantem, que dancem um poema. O verdadeiro amador de poemas ama em silêncio...
Mario Quintana - A vaca e o hipogrifo
O Silêncio das Estrelas
Lenine
Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal
E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal?
Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais, de mais...
Afinal, como estrelas que brilham em paz, em paz...
Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal
Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais...
