terça-feira, 11 de dezembro de 2007

PERTO DEMAIS (CLOSER)

Closer é um filme de 2004 dirigido por Mike Nichols e escrito por Patrick Marber, que também escreveu a peça de teatro homônima na qual o filme foi baseado. Estrelando Julia Roberts, Clive Owen, Natalie Portman e Jude Law em uma história envolvendo infidelidade, intimidade e sacrifício. O filme utiliza-se de vários trechos da ópera Così fan tutte de Mozart como música incidental.

Anna (Julia Roberts) é uma fotógrafa bem sucedida que conhece e seduz Dan (Jude Law) um jornalista sem sucesso tentando lançar um livro; os dois tem um rápido envolvimento. Anna conhece Larry (Clive Owen) de uma forma no mínimo inusitada e se casa com ele. Dan mantém um caso com Anna mesmo depois do casamento e usa Alice (Natlie Portman) como musa inspiradora. Um filme incrível marcado por saltos no tempo, muito ritmo, diálogos bem formulados e executados, atuações impecáveis e chocantes e um grande choque de realidade.

A resposta em "Closer", se é que há uma, é que no momento em que pararmos de idealizar romances, poderemos realmente desfrutar de quem está ao seu lado, realmente descobrir as pessoas com quem vivemos e, portanto, nossos relacionamentos. O filme acaba se tornando um conto sobre duas pessoas que acabam descobrindo o valor do que tem, duas que acabam se perdendo e onde as verdades nada valem. "Closer" é perfeitamente cruel, verdadeiro, revela a hipocrisia dos relacionamentos modernos sem pregar soluções (as perguntas feitas acima permanecerão sem respostas), mas indicando onde a sociedade deslumbrada pelas belezas do sexo enfurnou a conexão espiritual com outro ser humano: atrás das caixas de papelão de um sótão empoeirado. "Closer" é um tapa na cara de quem usa o cinema como combustível para fantasias escapistas de romances maravilhosos. Não é que o amor não exista, mas é inegável que "Closer" advoga muito bem a afirmação contrária. (Bernardo Krivochein)


Dido - Closer (tradução)
Deixe seu taxi esperando
Volte feche a porta
E sente bem onde você estava sentado
Bem mais perto do que antes

Quando você parece sério
Isso só me faz te querer mais
E eu tenho pensado em te dizer

Quanto mais perto você chega, melhor eu me sinto
Quanto mais perto você esta, mais eu vejo
Por que todos dizem que pareço feliz quando você esta
por perto?
Se quanto mais perto você chega, melhor eu me sinto

E sim eu sei que você esta nervoso
Nunca te vi tão inseguro
Você nem tocou no jantar
E você esta bebendo mais e mais

E não é preciso se preocupar
Tenha tempo eu estarei sempre aqui
E eu estou querendo te dizer

Quanto mais perto você chega, melhor eu me sinto
Quanto mais perto você esta, mais eu vejo
Por que todos dizem que pareço feliz quando você esta
por perto?

Estamos andando em círculo por horas
Estamos tristes essa noite
A espera acabou e agora é fácil
Tudo esta bem

Quanto mais perto você chega, melhor eu me sinto
Quanto mais perto você esta, mais eu entendo
Por que todos dizem que pareço feliz
Quando você esta por perto

Quanto melhor eu me sinto, mais perto você chega
Quanto melhor você vê, mais perto você esta
Então melhor eu entendo porque todos dizem.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Da Viola ao Bandoneón

No post anterior falei de violas e de repente, saltei para o bandoneón...é mais ou menos o que faço com a vida...
Amo Tango, já fui duas vezes para a Argentina para ver e ouvir...
Amo Piazzolla, sua música é rica e sensual...
Eu estava trabalhando em pleno domingo, tava bem chato, podem acreditar, mas ai me deu um estálo...vou baixar músicas de Astor Piazzolla...quanto tempo não ouço um bom tango...ai foi tudo de bom, até o sorriso apareceu nos meus lábios sérios e cansados e pude ir dormir com está alegria rondando meus sonhos...e ele se fez com Adiós Nonino...entre outras...

O bandoneón é um instrumento musical de palhetas livres, semelhante a uma concertina, utilizado principalmente na Argentina, onde é o principal instrumento da orquestra de tango. O executante do bandoneón é chamado de bandoneonista.


Astor Pantaleón Piazzolla

Nascido no dia 11 de março de 1921 na cidade de Mar del Plata, passou a infância entre Buenos Aires e Nova York - mais na segunda cidade que na primeira. Começou a estudar música aos 9 anos nos Estados Unidos, dando continuidade em Buenos Aires e na Europa. Em 1935 teve um encontro quase místico com Carlos Gardel, ao participar como extra no filme El Día que me Quieras.

Sua carreira começa verdadeiramente quando decide participar como bandoneonista na orquestra de Aníbal Troilo. Em 1952 ganha uma bolsa do governo francês para estudar com a legendária Nadia Boulanger, quem o incentivou a seguir seu próprio estilo. Em 1955, de volta a casa, Astor forma o Octeto Buenos Aires. Sua seleção de músicos - em uma experiência similar à jazzística norte-americana de Gerry Mulligan - termina delineando arranjos atrevidos e timbres pouco habituais para o tango, como a introdução de guitarra.

A música de Astor Piazzolla é sem dúvida uma das maiores expressões artísticas que a Argentina já deu ao mundo. Incorporando ao tango um pouco de jazz e um pouco de música clássica, Piazzolla conseguiu um resultado formidável e ao mesmo tempo inovador, sofisticando esse ritmo portenho e revolucionando seus conceitos.

Viola caipira (raiz)

"Fio linho, fio estopa
Toda a casta do fiar
Fio cordas de viola
Para o meu amor tocar"
Ivan Vilela é violeiro, compositor, professor da ECA-USP
em Ribeirão Preto, diretor e arranjador
da Orquestra Filarmônica de Viola e pesquisador.


Existem várias denominações diferentes para Viola, utilizadas principalmente em cidades do interior: viola de pinho, viola caipira, viola sertaneja, viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de queluz, viola serena, viola brasileira, entre outras.

A viola tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor.

Tem sua origem em Portugal. Chegou ao Brasil trazida por colonos portugueses de diversas regiões do país. Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são Cebolão, Rio Abaixo, Boiadeira e Natural.

A disposição das cordas da viola é bem específica: 10 cordas, dispostas em 5 pares. Os dois pares mais agudos são afinados na mesma nota e mesma altura, enquanto os demais pares são afinados na mesma nota, mas com diferença de alturas de uma oitava. Estes pares de cordas são tocados sempre juntos, como se fossem uma só corda.

Violeiro tocando, obra de Almeida Júnior
Violeiro tocando, obra de Almeida Júnior

Uma característica que destaca a viola dos demais instrumentos é que o ponteio da viola utiliza muito as cordas soltas, o que resulta um som forte e sem distorções, se bem afinada. As notas ficam com timbre ainda mais forte pois este é um instrumento que exige o uso de palheta, dedeira ou principalmente unhas compridas, já que todas as cordas são feitas de aço e algumas são muito finas e duras.

A viola é o símbolo da original música sertaneja, conhecida popularmente como moda de viola ou música raiz. Estas são tocadas geralmente por duplas de violeiros, vestidos com roupas tradicionais do sertão brasileiro: chapéu de palha, camisa, calça e botinas. Entre as duplas de violeiros mais conhecidas, podemos destacar: Tião Carreiro e Pardinho, Tonico e Tinoco, Liu e Léu, Vieira e Vieirinha, Zé Carreiro e Carreirinho, além de violeiros que se destacaram individualmente, como Nestor da Viola, Almir Sater, Renato Teixeira, entre outros.

Outra característica do violeiro típico do sertão são os duelos de tocadores. Todo bom violeiro se auto-afirma o melhor da região. Se outro violeiro o contraria, a disputa segue, metaforicamente, sob a lei do faroeste. Neste caso, o duelo esta lançado. (Wikipédia)


Violeiro Toca
Almir Sater
Quando uma estrela cai, no escurão da noite,
e um violeiro toca suas mágoas.
Então os olhos dos bichos, vão ficando iluminados
Rebrilham neles estrelas de um sertão enluarado

Quando o amor termina, perdido numa esquina,
e um violeiro toca sua sina.
Então os olhos dos bichos, vão ficando entristecidos
Rebrilham neles lembranças dos amores esquecidos.

Quando um amor começa, nossa alegria chama,
e um violeiro toca em nossa cama.
Então os olhos dos bichos, são os olhos de quem ama
Pois a natureza é isso, sem medo nem dó nem drama
Tudo é sertão, tudo é paixão, se o violeiro toca
A viola, o violeiro e o amor se tocam

sábado, 8 de dezembro de 2007

Como Atirar Vacas no Precipício


Alzira Castilho

As parábolas selecionadas neste livro provêm de uma série de países e culturas. Pertencem ao mistério da sabedoria. Os grandes mestres espirituais da humanidade criaram essas histórias para vencer a oposição dos ouvintes. É uma linguagem que vai direto ao coração. Ler, contar e ouvir histórias uns dos outros pode levar a muitas mudanças. Além disso, as parábolas são veículos poderosos para nos comunicarmos com o nosso inconsciente. Como atirar vacas no precipício é um convite à descoberta de você mesmo.(Fonte: Livraria Cultura)

Eu recomendo...as ilustrações são do Sirinho (Sirio Braz Cansado), excelente desenhista e ilustrador, um grande amigo.
O livro é interessante, uma leitura para descontrair, pensar, refletir e adorar as ilustrações que são muito fofas.

Brincadeira de criança
















Quem nunca brincou de recortar textos e formar palavras...de colocar a colher pindurada no nariz...de comer os morangos dos dedos...dar comida aos pombos...ver formas de bichos nas nuvens do céu...pegar estrelas do mar...jogar pedrinhas na água...de roda com os amigos...?

A grande maioria de nós aproveitou e aproveita ainda para brincar independente da idade...assim como a amelie poulain.

A atividade lúdica é para a criança um dos meios principais de expressão que possibilita a investigação e a aprendizagem sobre as pessoas e as coisas do mundo.Ao favorecer o desenvolvimento dos aspectos cognitivos assim como a simbolização do mundo interior de pensamentos e afetos, através da imaginação, a criança pode dar vazão a seus desejos, conflitos e vivencias mais íntimas.

A razão e a afetividade percorrem caminhos diferentes em suas formas de representação, e é a possibilidade de penetrar paralelamente nessas diferentes apreensões do homem, das coisas e do mundo que podem permitir à criança a integração no seu desenvolvimento cognitivo e emocional.


Le fabuleux destin d'Amélie Poulain, ou O fabuloso destino de Amélie Poulain, foi o grande sucesso do cinema francês. Recebeu 5 indicações ao Oscar.
O filme conta a história de Amélie, uma menina que vive isolada das outras crianças. Isso porque seu pai, médico, achava que Amélie possuia uma anomalia no coração (o coração da menina batia forte demais, mas não por anomalia, e sim pelo raro contato que a menina tinha com seu pai nos exames médicos mensais). Quem alfabetizou Amélie foi sua mãe. Esta morre tragicamente num acidente quando Amélie era criança.

Após sua maioridade, muda-se do subúrbio para o bairro parisiense de Montmartre e começa a trabalhar como garçonete. Certo dia, encontra em seu banheiro uma caixinha pertencente ao antigo morador do apartamento. Decide procurá-lo e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou ). Ao notar que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e remodela sua visão do mundo.

A partir de então, através de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas ao seu redor, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Seus gestos para com os outros são criativos e singelos. Porém, com isso, esquece de ajudar a si própria. Para completar sua vida com um grande amor, conta com a ajuda de muitos amigos.


Frases no alto

Gosto de frases de post que mudam todos os dias...
...ela são como a lua...quando ela roda é nova, crescente ou meia lua, é cheia...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A alma do artista

A arte (do Latim ars, significando técnica ou habilidade) normalmente é entendida como a atividade ligada a manifestações de ordem estética por parte do ser humano.

A definição de arte, no entanto, é fruto de um processo sócio-cultural e depende do momento histórico em questão, variando bastante ao longo do tempo. Originalmente, a arte poderia ser entendida como o produto ou processo em que o conhecimento é usado para realizar determinadas habilidades. Esse é o sentido usado em termos como "artes marciais".

No sentido moderno, também podemos incluir o termo arte como a atividade artística ou o produto da atividade artística. Os maiores artistas Leonardo da Vinci, Michelangelo Buonarroti, Vincent Van Gogh, Paul Cézanne, marcaram gerações, evoluindo a arte em séculos em séculos. (wikipédia)


"Quando ouvimos os sinos, ouvimos aquilo que já trazemos em nós mesmos como modelo. Sou da opinião que não se deverá desprezar aquele que olhar atentamente para as manchas da parede, para os carvões sobre a grelha, para as nuvens, ou para a correnteza da água, descobrindo, assim, coisas maravilhosas. O gênio do pintor há-de se apossar de todas essas coisas para criar composições diversas: luta de homens e de animais, paisagens, monstros, demônios e outras coisas fantásticas. Tudo, enfim, servirá para engrandecer o artista."




Leonardo da Vinci

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Olhar

Lá estava ela novamente...com um olhar distânte como costuma fazer durante alguns períodos do dia...um olhar que busca algo que não pode ver, várias coisas acontecem o tempo todo, várias pessoas falam ao mesmo tempo...e os olhos não conseguem alcançar o seu objetivo... quando consegue...sua timidez leva os olhos embora do alvo...ai ela pensa...e se perde em seus pensamentos...
Ai ela busca o alvo...o dia acabou...ele se foi... o vazio toma espaço...
E o olhar vai embora novamente e busca respostas para o que sente...

Decido ajudá-la nesta busca e puxo para dentro do blog uma postagem para o filme:

O Feitiço de Áquila

É um filme lançado em 1985, dos gêneros fantasia, romance e aventura, dirigido por Richard Donner.

O pano de fundo do filme é a Idade Média, num período em que um casal apaixonado é impedido de viver seu amor graças à maldição lançada sobre eles pelo Bispo de Áquila: a mulher, chamada Isabeau, transforma-se em um falcão durante o dia, enquanto que o cavaleiro, Etienne Navarre, se torna um lobo à noite, impedindo, dessa maneira, um contato físico e sentimental entre os dois apaixonados.

Contudo, um prisioneiro chamado Rato, e que conseguiu escapar das muralhas da prisão de Áquila, alia-se ao casal e, por meio de grandes aventuras e batalhas, consegue transformar a cruel realidade imposta pelo bispo.

Ficha Técnica
Título Original: Ladyhawke
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 117 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
1985
Estúdio: 20th Century Fox / Warner Bros.
Distribuição: 20th Century Fox Film Corporation / Warner Bros.
Direção: Richard Donner
Roteiro: Edward Khmara, Michael Thomas, Tom Makiewicz e David Webb Peoples, baseado em estória de Edward Khmara
Produção: Richard Donner e Lauren Shuler Donner
Música: Andrew Powell
Fotografia: Vittorio Storaro
Desenho de Produção: Wolf Kroeger
Direção de Arte: Ken Court e Giovanni Nataluci
Figurino: Nanà Cecchi
Edição: Stuart Baird
Efeitos Especiais: R/Greenberg Associates Inc.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Versos Flutuantes (Castro Alves)

"Mesmo sendo eu "ignorante" neste universo da poesia, adoro esta pessoa que é Castro Alves, em cada vírgula.
Assim como ele dedica sua antologia à memória de seus pais, dedico este espaço, em que escrevo, aos meus pais que se foram prematuramente como os dele".

No "Prólogo", Castro Alves pergunta "o que são na verdade estes meus cantos?", para adiante responder:

"Como as espumas, que nascem do mar e do céu, da vaga e do vento, eles são filhos da musa - este sopro do alto; do coração - este pélado da alma. E como as espumas são, às vezes, a flora sombria da tempestade, eles por vezes rebentaram ao estalar fatídico do látego da desgraça(...)"

Em tom muitas vezes grandiloqüente, os versos surgem, como verdadeiros exemplares do Romantismo, eivados de carregadas figuras de linguagem.

É assim que relembra amores - consumados ou não - e desfere o ardor que o final da paixão com a atriz Eugênia Câmara lhe causara - uma "Immensis orbibus anguis", que: "Assim bebeu-te a vida, a mocidade e a crença / Não boca de mulher... mas de fatal serpente!..."

O estilo épico, revelado posteriormente em poemas como "Vozes d'África", surge na "Ode ao Dous de Julho" - referência à mesma data da Independência da Bahia na qual lutara ao avô.

Castro Alves dedica sua antologia à memória do pai, o médico Antônio José Alves; da mãe, D. Clélia Brasília da Silva Castro (filha natural do Herói da Independência da Bahia, Major Silva Castro) e de seu irmão - todos prematuramente falecidos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Leio

Cada linha como se fosse única...
Sonho!
*-*

Nunca Te Vi sempre Te Amei

"Este filme impressiona pela sua magia, seu charme e está impregnado de uma história que é, antes de tudo, a alma que cada autor coloca em seus livros. Encontrar o coração fervoroso de um outro ser, que à distância, cultiva os mesmos encantos, é comovente. Filme que deve ser visto e reverenciado".
O importante é que cada história carrega consigo uma verdade que nem os personagens sabem, muitas vezes nem o autor sabe e acaba mudando o final no último momento, ai está a graça de um bom livro ou filme.

Uma história de amor e gosto pelos livros, Nunca Te Vi, Sempre Te Amei apresenta os ganhadores do Oscar Anne Bancroft* e Anthony Hopkins atuando de forma excepcional. Helen Hanff (Bancroft), uma escritora mal humorada, envia uma carta a uma pequena livraria de Londres, solicitando algumas obras inglesas clássicas raras. Frank Doel (Hopkins), o discreto vendedor inglês de livros, atende a seu pedido, iniciando uma troca de cartas comovente e graciosa entre dois continentes por duas décadas. A aspereza de Hanff contrasta com o comportamento pomposo britânico de Doel, mas o amor mútuo aos livros forma entre eles um elo que se intensifica com o passar dos anos. Suas cartas íntimas e altamente detalhadas descrevendo seus sonhos, esperanças, sofrimentos e alegrias nos faz mergulhar no universo de suas vidas, e eles acabam desenvolvendo uma amizade notável e duradoura.

Informações técnicas
David Jones - Diretor Geoffrey Helman - Produtor Hugh Whitemore - Roteiro Brian West - Fotografia George Fenton - Trilha sonora Chris Wimble - Editor Eileen Diss, Gary Levy, Edward Pisoni - Desenhista de produção Jo Lustig - Produtor associado Mel Brooks - Produtor executivo Jane Greenwood, Lindy Hemming - Figurino Mark McGann, Jake Wright - Primeiro assistente de diretor Gary Alper, David John - Som
Prêmios
British Academy (1987): Vencedor de Melhor Atriz

domingo, 2 de dezembro de 2007

Se Todos Fossem Iguais a Você

Esta canção está apropriada para o dia de hoje... dia lindo...onde o sol, ao cair da tarde, se encontra com a lua no céu ainda claro...e eles se olham nos olhos por um segundo...perfeito!

Composição: Tom Jobim/Vinicius de Moraes

Vai tua vida
Teu caminho é de paz e amor
A tua vida é uma linda canção de amor
Abre os teus braços e canta
A última esperança
A esperança divina
De amar em paz

Se todos fossem iguais a você
Que maravilha viver
Uma canção pelo ar
Uma mulher a cantar
Uma cidade a cantar
A sorrir,a cantar, a pedir
A beleza de amar

Como o sol
Como a flor, como a luz
Amar sem mentir, nem sofrer

Existiria verdade
Verdade que ninguém vê
Se todos fossem no mundo
Iguais a você

Amor e sexo (Nelson Rodrigues)

Amor e sexo, por que não falar de Nelson Rodrigues?
www.releituras.com/nelsonr_bio.asp

"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico."


Nélson Falcão Rodrigues (Recife, 23 de agosto de 1912 — Rio de Janeiro, 21 de dezembro1980) foi um importante dramaturgo, jornalista e escritor brasileiro.
Segundo o próprio Nélson em suas Memórias, seu grande laboratório e inspiração foi a infância vivida na Zona Norte da cidade. Dos anos passados numa casa simples na rua Alegre, 135 (atual rua Almirante João Cândido Brasil), no bairro de Aldeia Campista, saíram para suas crônicas e peças teatrais as situações provocadas pela moral vigente na classe média dos primeiros anos do século XX e suas tensões morais e materiais.

Inicia sua carreira jornalística em 29 de dezembro de 1925, como repórter de polícia, ganhando trinta mil réis por mês. Tinha treze anos e meio, era alto, magro e seus cabelos eram indomáveis. Embora fosse filho do patrão, teve que comprar calças compridas para impor respeito aos colegas de redação.

Ali reuniam-se colaboradores ilustres: Antônio Torres, Monteiro Lobato, Medeiros e Albuquerque, Agripino Grieco, Ronald de Carvalho, Maurício de Lacerda e José do Patrocínio. Além desses, havia a turma da casa: Danton Jobim, Orestes Barbosa, Renato Viana, Joracy Camargo, Odilon Azevedo e Henrique Pongetti. Outra figura de A Manhã era Apparício Torelly — Apporely — que mais tarde se autodenominaria "Barão de Itararé" e fundaria seu próprio jornal, A Manha.

O autor impressiona os colegas com sua capacidade de dramatizar pequenos acontecimentos. Especializou-se em descrever pactos de morte entre jovens namorados, tão constantes naquela época.

O teatrólogo Nélson Rodrigues seria o criador de uma sintaxe toda particular e inédita nos palcos brasileiros. Suas personagens trouxeram para a ribalta expressões tipicamente cariocasgírias da época, como "batata!" e "você é cacete, mesmo!". Vestido de noiva é considerada até hoje como o marco inicial do moderno teatro brasileiro

Nelson Rodrigues faleceu na manhã do dia 21 de dezembro de 1980, um domingo. No fim da tarde daquele dia ele faria treze pontos na loteria esportiva, num "bolo" com seu irmão Augusto e alguns amigos de "O Globo". Dois meses depois, Elza cumpriu o seu pedido — de, ainda em vida, gravar o seu nome ao lado do dele na lápide, sob a inscrição: "Unidos para além da vida e da morte. É só".

Entrevista
www.nelsonrodrigues.com.br/consultorio.php

O que é amor?


Nelson, para você, o que é amor?

Sou uma das raras pessoas das minhas relações que acredita no amor eterno. Já escrevi mil vezes: todo amor é eterno e, se acaba, não era amor. O amor não morre - vivo eu dizendo. Morre o sentimento que é, apenas uma imitação do amor muitas vezes uma maravilhosa imitação do amor.

Diz Oswaldinho, na minha peça Anti-Nelson Roddrigues: “Quando eu a vi, senti que não era a primeira vez, que eu a conhecia de vidas passadas.” Isso quer dizer que só quem ama conhece a eternidade. Isso é romantismo de maneira despudorada. Isso é amor. Sou uma alma da Belle Époque e de vez em quando me pergunto o que é que estou fazendo em 1974.

Mas Nelson, não haverá má fé inconsciente na idéia de que se o amor não é eterno ele não era amor?
O amor eterno pode parecer, de fato, uma justificativa de todas as infidelidades. Procurando o seu amor eterno, o homem não seria fiel a ninguém. Acontece que eu já confessei que nunca fui fiel e considero isso uma mácula que tenho quase como um estigma físico. Mas conheço vários casos de amor eterno.
Um deles: o de meu irmão Mário pela minha cunhada Célia. Morreu Mário e Célia matou-se, para segui-lo. Outro caso: O da minha tia Iaiá pelo meu tio Chico. Este era por assim dizer um bêbado nato e hereditário. Mesmo sem beber, continuava embriagado. Era um homem que, nas suas crises de alcoólatra, enfrentava a polícia montada, derrubando cavalos e enfrentando a multidão. Mas era só Iaiá aparecer para que aquele possesso, de repente e mansamente, saísse atrás dela. Nunca Chico elevou a voz para Iaiá. Sempre foi o homem magnetizado pelo amor: era diante dela um menino patético e tão órfão. Aos 80 anos, ele era um namorado bêbado, mas namorado. E assim ele morreu e assim ela morreu com o amor que continua para além da vida e para além da morte, como Mário e Célia.

E o sexo, não faz parte do amor?
Eu acho o sexo uma coisa tranqüilamente maldita, a não ser quando se dá este acontecimento inacreditável, do sujeito encontrar o amor. Mas um sujeito precisa de quinze encarnações para viver um momento de amor. Porque a mulher amada, nada a obriga a estar na cidade onde a gente mora, a cruzar o nosso caminho. De forma que encontrar a mulher amada é um cínico e deslavado milagre. Então o sujeito não tem o direito de usar o sexo a não ser por amor. E dizer que isto é uma necessidade é uma das maiores burrices que se pode imaginar, porque a gente argumenta, quando fala nesta necessidade, como se o homem fosse o Boogie Woogie, um cachorro da vizinhança que namorava uma cadelinha que eu tinha. O Boogie-Woogie, em certo período, vinha para o meio da rua e ali ficava, os carros passando e o atropelando, e ele lá, firme, enquanto a cadelinha, presa na varanda, ficava olhando. O Boogie-Woogie sim, precisava. Nós não: precisamos é de amor. Eu digo isto como um homem que usou com certa freqüência e que criou esta falsa necessidade de uma atividade sexual normal, que eu não considero normal coisíssima nenhuma.

sábado, 1 de dezembro de 2007

"Informativo" e divertido

Achei divertido este dicionário que chama-se (Informal: o dicionário onde o português é definido por vc), vale dar uma espiada.

1. Dicionário inFormal

O dicionário de português gratuito para internet, onde as palavras são definidas pelos usuários. Uma iniciativa de documentar on-line a evolução do português. Não deixe as palavras passarem em branco, participe definindo o seu português! http://www.dicionarioinformal.com.br/

Ali não existem definições certas ou erradas, mas definições da vida real para o português.

"Obrigada"

Quero deixar postado aqui, meu agradecimento a todos que estão mandando mensagens por e-mail, do blog.
Voltem sempre!
*-*